Londrina e Maringá acertaram ontem uma união de esforços para tentar atrair para o Interior do Estado os investimentos de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) projetados pela Foxconn, uma multinacional tailandesa de componentes eletrônicos que pretende se instalar no País. O grupo internacional estuda a implantação de uma unidade no Brasil - com expectativa de geração de 100 mil empregos diretos - e o investimento seria realizado em cinco anos.
Presente à reunião que aconteceu em Maringá, o vice-prefeito de Londrina, José Ribeiro, disse que a intenção é unir as principais forças do Norte e Noroeste paranaense para brigar pelo investimento, ''que talvez seja o maior da história''. ''Queremos mostrar que nossa região tem amplas possibilidades de receber a empresa e projetos como o ''trem pé vermelho'' que vai ligar Ibiporã a Paiçandu, farta mão de obra, contingente grande de jovens na faixa de 20 a 30 anos, não estamos poluídos de indústria e temos uma localização estratégica tanto em relação ao país quanto para o Mercosul'', citou Ribeiro.
O secretário estadual de Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, já teria feito um primeiro contato com o representante da Foxconn no Brasil há alguns, em Brasília. Ontem, ele avaliou que a ação conjunta das cidades vai tornar a região mais atraente para o empreendimento, considerando os valores a serem investidos e a demanda de mão de obra. ''A oferta do eixo parece mais provável para suprir essa oferta com os diversos cursos superiores que temos na região. Sem dúvida que esse eixo é competitivo com outros que surgirão para disputar o empreendimento'', disse. Ele afirmou ainda que articulações semelhantes poderão ocorrer em outras regiões do Paraná.
Na próxima semana, deverá ser formalizada uma carta de intenções ao Grupo Foxconn. Um grupo de trabalho vai fazer levantamento técnicos, econômicos e sociais da região. O vice-prefeito de Londrina não antecipou eventuais contrapartidas que os municípios poderiam oferecer, mas admitiu que elas serão necessárias. A articulação dos interesses de Londrina e Maringá deverá ser feita pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos (TRI) com o apoio do Governo do Estado, das prefeituras e de entidades da sociedade organizada dos municípios.

(corrigida às 14h45)

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