Curitiba - O eixo Londrina-Maringá vai começar a receber gás natural em 2004. Pelos planos da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), o produto será levado também para Telêmaco Borba e Arapoti (região produtora de papel) e São Mateus do Sul (área de extração mineral). A área de atuação da empresa deverá passar dos atuais sete municípios para 20.
O Interior ainda não vai receber a rede de gasoduto. Inicialmente, o abastecimento contará com transporte de carretas do Capital até os outros municípios. Londrina e Maringá devem receber o gás natural liquefeito (GNL). As indústrias papeleiras e de São Mateus do Sul devem receber o gás natural comprido (GNC). De acordo com o diretor presidente da Compagas, Rubico Camargo, o transporte por caminhões é a maneira mais eficiente de distribuir o gás natural.
A previsão da Compagas é vender em média, 550 mil metros cúbicos de gás natural em 2004. Desse total, 75% é destinado ao setor industrial. O número de indústrias ligadas deve passar das atuais 70 para cerca de 80. Em dezembro de 2002, 62 indústrias consumiam o combustível natural. Os números são relativos aos sete municípios que já possuem a rede de distribuição: Curitiba, Ponta Grossa, Palmeira, São José dos Pinhais, Campo Largo, Balsa Nova e Araucária. O volume comercializado de gás natural veicular (GNV) deve aumentar de 55 mil metros cúbicos/dia para 70 mil metros cúbicos/dia. O número de postos deverá passar de 16 para 24, todos em Curitiba. No segmento comercial, a Compagas pretende aumentar de 13 para 22 o número de unidades consumindo.

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