Londrina e Maringá empatam em lista de empresas do Sul
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Londrina voltou ao posto de segunda cidade do Paraná com mais empresas entre as 500 maiores do Sul, segundo pesquisa divulgada ontem pela revista Amanhã e pela consultoria PwC. A cidade conta com 12 empresas no ranking e está empatada com Maringá, para a qual tinha perdido o posto de vice-campeã estadual nos últimos dois anos. Curitiba segue na liderança, com 79, e os números se referem a 2012.
Pela ordem, as empresas de Londrina que estão entre as 500 maiores do Sul são Vivo, Belagrícola, Integrada Cooperativa Agroindustrial, Grupo Plaenge, Milenia Agrociências, Companhia Cacique de Café Solúvel, Sercomtel, A. Yoshii Engenharia e Construções, Unimed Londrina, Econorte, Fiação de Seda Bratac e Norpave Veículos. Desde a edição de 2011, a Milenia, a A. Yoshii e a Norpave entraram no rol das maiores empresas com sede em Londrina, enquanto apenas a maringaense Rede Cooper, de distribuição de produtos para atacado e varejo, conseguiu um lugar.
Juntas, as 12 empresas londrinenses somaram R$ 39,4 bilhões em receita bruta, 19,7% a mais do que no ranking anterior. Ainda, o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador usado para definir a ordem da lista e que representa a soma de 50% do patrimônio, 40% da receita bruta e 10% do lucro líquido, aumentou 18,7% e atingiu R$ 22,2 bilhões. As principais de Maringá tiveram R$ 5 bilhões em VPG e R$ 8,6 bilhões em receita bruta.
Para o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) Ary Sudam, a cidade viveu um momento de indefinição política nos últimos anos que atrapalhou a instalação de empresas, mas que não impediu a evolução de quem já atuava no mercado. "As empresas londrinenses estão adotando modelos de gestão e investindo no desenvolvimento produtivo e de pessoas. O resultado está nesse ranking", diz.
Ele lembra ainda que o agronegócio, que menos sofre com a crise econômica mundial, é forte na cidade. "Londrina tem força há muito tempo no setor e tem se fortalecido nos últimos anos também como centro de negócios."
O diretor de redação da revista "Amanhã", Eugênio Esber, diz que o ranking é um documento sobre a economia da região. "Traz informações do mercado e subsidia a tomada de decisões de empresas, porque mostra quem é quem, quem cresce e quem lucra mais", diz.
Por estado
O Rio Grande do Sul lidera em número de empresas no ranking, mas Paraná e Santa Catarina ganharam terreno nos últimos anos em quantidade e receita. Os gaúchos caíram de 202 empresas na lista na edição anterior para 201, com aumento de receita bruta de R$ 167 bilhões para R$ 169 bilhões. Os paranaenses também viram diminuir de 179 para 175 no comparativo, com crescimento expressivo na receita de R$ 170 bilhões para R$ 198 bilhões. Os catarinenses tiveram alta em ambos, ao ir de 119 para 124 e de R$ 113 bilhões para R$ 142 bilhões.
Entre as dez mais, o Paraná tem quatro representantes e os outros dois estados, três cada. A Vivo, que também é a maior do Paraná, fechou na quarta colocação do Sul. A líder entre os três estados é o gaúcho Grupo Gerdau, de siderurgia e mineração. "Anos atrás o Paraná era claramente a segunda força no Sul, mas vem se aproximando do Rio Grande do Sul. É uma tendência ano a ano", diz Esber.
Ele considera que a explicação para o cenário é o crescimento industrial paranaense acima da média nacional, a proximidade com São Paulo e a força do agronegócio, principalmente pela competitividade e investimento no beneficiamento de produtos pelas cooperativas. Também diz que a consolidação do Estado como terceiro maior polo automotivo do País ajuda, já que o segmento tem efeito multiplicador na economia e influencia outros investimentos.



