Londrina e Jundiaí disputam fábrica Hexal
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
As negociações para a instalação em Londrina de uma indústria da multinacional alemã Hexal, da área de farmaco-química, estão adiantadas. O município disputa a fábrica apenas com Jundiaí (SP), segundo informações da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
O presidente do grupo Hexal, Tomas Strungmann, sobrevoou anteontem o município de helicóptero, depois de uma reunião no aeroporto com o prefeito Jorge Scaff e o presidente da Codel, Paulo Franzon. O diretor presidente da unidade brasileira instalada em São Paulo, Reinhard Nordmann, também participou do encontro.
Neste ano, é a terceira vez que representantes do grupo visitam o município. Desta vez, porém, a empresa não veio a Londrina a convite da Codel, mas por conta própria. Em agosto passado, diretores da Hexal já sobrevoaram os parques industriais, institutos de pesquisas, universidade e áreas de lazer em Londrina. As negociações com a Codel duram mais de oito meses.
A nova indústria do grupo vai produzir medicamentos genéricos e deve entrar em funcionamento até 2003. Com investimentos de US$ 80 milhões, a fábrica vai gerar até 600 empregos diretos, sendo 200 na fase inicial.
A empresa está instalada em outros 20 países. Com a construção de uma nova fábrica no Brasil, a Hexal evitará a importação de medicamentos da Alemanha, atendendo o mercado interno. Em São Paulo, o grupo produz 600 mil unidades de medicamentos por mês.
Grupo argentinoA Codel recebeu ontem representantes da Metal Four, um grupo argentino de médio porte que também está selecionando um município para instalar uma unidade no Brasil.


