Londrina é destaque na busca da qualidade de software
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sábado, 02 de março de 2013
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
O Senai Londrina é a segunda entidade do Paraná a ser credenciada para implementação da avaliação de qualidade de software Mps.Br (Melhoria de Processos do Software Brasileiro), coordenado pela Associação Para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). Na região, o Senai é a única entidade credenciada.
Atualmente, Londrina é a cidade brasileira com mais empresas avaliadas pelo Mps.Br, afirma Rosmar Luz, coordenador do Laboratório de Teste de Software do Senai Londrina. São 11 empresas avaliadas e mais quatro que devem concluir o processo até maio deste ano. Em alguns mercados internacionais, a avaliação é requisito para a aquisição do software.
Apesar disso, a instituição já havia implementado a avaliação em seis empresas da região com autorização da Softex. A diferença, de acordo com Luz, é que agora o Senai Londrina poderá buscar recursos federais e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a implementação em empresas. Antes, estes recursos vinham do Sebrae.
Ter uma entidade implementadora na região traz benefícios para as empresas locais, que antes precisavam arcar com os custos provenientes da distância. Na época da implementação do primeiro nível da avaliação (nível G), em 2006, as empresas londrinense Softcenter e Guenka Software tiveram que recorrer a uma entidade do Recife (PE), e as empresas tinham que arcar com custos de viagem de um consultor que vinha acompanhar o processo. Os recursos que vinham do Ministério de Ciência e Tecnologia eram insuficientes, relata Carlos Kasuya, da Softcenter. Atualmente, a empresa está fazendo a migração do nível G para o F junto ao Senai Londrina. A Guenka Software está migrando para o nível E, o mais alto em Londrina, segundo a proprietária Jandira Guenka Palma.
Passados cerca de cinco anos, as empresas avaliam o resultado dos esforços pela implementação. Jandira afirma que os quesitos da avaliação, atualmente no nível F, possibilitaram que a empresa fechasse negócio com uma multinacional. ''Hoje estamos buscando o nível E e queremos chegar próximo ao nível C.'' Para Kasuya, a implementação traz resultados tanto internamente quanto externamente. ''A implementação dá resultados internos muito bons. No fluxo interno, a gente não tinha um método científico implementado. E os benefícios externos são a imagem da empresa.''
Fábrica de testes
A multinacional francesa Atos começou o processo de seleção de mais profissionais para atuar na sua fábrica de testes, segunda operação da companhia a entrar em atividade na unidade recém-inaugurada em Londrina. Esta será a segunda fábrica de testes da Atos a ser instalada no Brasil. A outra fica em São Paulo.
Segundo o gerente de prática de testes da Atos, Hudson Costa, serão contratados 20 profissionais para a divisão, sendo que outros seis, com mais experiência, já começaram a trabalhar. Assim como para as demais operações (Infraestrutura, Fábrica de Software e SAP), Londrina foi escolhida para a instalação da fábrica de testes pela sua localização próxima a São Paulo, universidades, incentivo fiscal e qualidade de vida, afirma o gerente.
A fábrica testa não só os softwares próprios da empresa, mas também softwares de outras companhias. No entanto, Costa declara que a multinacional não deverá atender empresas locais - pretende se manter focada em testes dos seus clientes nacionais e internacionais, grandes empresas das áreas de telecom, bancos e indústrias. Na fábrica, são feitos testes de performance, de sistemas e testes integrados, entre outros.


