Londrina é 2ª melhor do Estado em ranking
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terça-feira, 04 de dezembro de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
O Paraná ficou com o segundo lugar entre os estados brasileiros no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, que avalia taxas de emprego e renda, educação e saúde. Feito em 5.565 municípios do País para acompanhar o crescimento socioeconômico, o levantamento colocou Curitiba como a primeira entre as capitais e na 25 colocação geral. Londrina, em 47, e Maringá, como a 48, também ficaram entre as 50 melhores do Brasil.
No caso de Londrina, a cidade melhorou a nota de 0,8689 em 2009 para 0,8828 em 2010. A cidade subiu no ranking estadual ao ultrapassar Maringá e Araucária e assumir a segunda colocação, atrás de Curitiba (0,9024), mas caiu de 40º para a 47º no País.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, considera o índice defasado por ser referente a 2010, quando ele diz que ainda não havia reflexos da crise na saúde sofrida pelos londrinenses. ''Mostra que Londrina caminha por si só, independentemente da administração política.''
Balan considera que a cidade tem condições de superar Curitiba quando a Firjan chegar a avaliar o ano de 2013, por ser uma cidade menor, o que facilita a evolução. O ano escolhido por ele se refere ao início da gestão do próximo prefeito, Alexandre Kireeff, que espera que seja de estabilidade política. ''Em médio ou longo prazo, com um planejamento estratégico longo, temos tudo para que a cidade se industrialize e melhore a renda, que hoje é 78% vinda da prestação de serviço e comércio.''
O delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) em Londrina, Laercio Rodrigues de Oliveira, afirma que as grandes metrópoles sofrem com a superlotação, que causa problemas no atendimento na saúde, na educação, de violência e de transporte, entre outros. Ele diz que que há um favorecimento à descentralização dos investimentos industriais para Londrina e o Paraná. ''Por estar próximo a grandes centros consumidores e de distribuição, pelo Estado ter um porto que melhora cada vez mais, tudo tende a nos beneficiar.''
Oliveira diz que, em conversas com empresários locais, ouviu que grande parte dos profissionais formados em Londrina vai embora, o que gera falta de mão de obra especializada. Ele acredita que o País todo passou por um período de distribuição de renda, mas que houve pouca qualificação e que todas as regiões acabam por importar trabalhadores. ''O Brasil não precisa só de doutores, mas de técnicos, então é preciso melhorar salários de professores para quem formem melhores alunos, o que leva tempo.''
Destaques
O fator emprego e renda foi responsável pela maior mudança no índice nos últimos anos. Apenas entre 2009 e 2010, a média nacional do indicador foi ampliada em 8,6%, ao passar de 0,7286 para 0,7914.
Sobre educação, os municípios paulistas deram um banho no resto do País. Dos 100 melhores resultados na pesquisa Firjan, 98 eram do estado mais rico do Brasil.
Quanto à saúde, o Paraná teve um destaque individual. O município de Rancho D'Oeste foi um dos poucos a ter nota máxima, ao ficar com 1. No geral, a cidade foi a 77 do Estado.



