Londrina deve dobrar oferta de imóveis em 2 anos
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
Londrina é apontada em recente pesquisa, entre outros municípios do País, com a maior quantidade de lançamentos imobiliários em relação ao número de habitantes. A cidade tem mais de 20 empreendimentos em construção com oferta de mais de 2.260 unidades - que geram um Volume Geral de Vendas (VGV) total de R$ 506 milhões em vendas. A cidade chega a comercializar 12% de imóveis por mês - ou seja - 300 unidades. O levantamento aponta que o setor deve dobrar estes números nos próximos 24 meses.
A pesquisa foi elaborada pela Companhia Província de Crédito Imobiliário, com sede no Rio Grande do Sul, e que está abrindo uma unidade de negócios em Londrina. O diretor de Relações com o Mercado da Província, Camilo Fortuna Pires, disse ontem para empresários londrinenses do setor que o mercado de unidades de médio e alto padrão irá se expandir. ''A oferta destes imóveis em Londrina vai dobrar nos próximos vinte quatro meses'', afirmou. Segundo ele, esse crescimento se deve em grande parte à estabilização da economia, crédito fácil, aumento de renda das famílias e ao incremento da popupança. Fortuna também é membro do Conselho da Associação Brasileira de Crédito de Poupança.
popular. O déficit no Sul do Paraná, exemplifica o diretor, é da ordem de 20% em relação ao índice nacional, representando cerca de 1,5 milhão de imóveis. O mercado de imóveis de médio e alto padrão representa 6% em Londrina, próximo do número nacional. Nesta faixa de mercado, segundo a pesquisa, compram imóveis pessoas que possuem renda acima de 10 salários mínimos.
Os apartamentos para este público exigente, segundo o estudo, possuem três quartos, com metragem média de 92 metros quadrados. O custo médio por unidade não sai por menos de R$ 233 mil, representando 82% da oferta de apartamentos existentes em Londrina. Em comparação aos apartamentos de 2 dormitórios, com o mesmo padrão, a metragem é de 60 metros quadrados e seu valor médio é de R$ 120 mil por unidade. ''Mas há uma demanda reprimida por apartamento de um dormitório, devido ao grande número de pessoas solteiras e Londrina ser uma cidade com muitas universidades'', acrescenta Fortuna.
Em relação aos imóveis usados, o mercado se mostra bastante aquecido e o centro da cidade é a região com maior oferta. A pesquisa também aponta que há um déficit de 9 mil unidades para imóveis com valor de até R$ 80 mil. ''Este, provavelmente, será o foco de construtoras de capital aberto nos próximos meses'', estima Fortuna.
Ele informou que devem ser destinados para o Sul do País R$ 115 milhões de investimentos para construção de novas unidades. Deste total, somente Londrina receberá R$ 10 milhões. Todo este aporte de dinheiro será feito por bancos e companhias imobiliárias, segundo Fortuna, com prazo de até 30 anos para o proprietário pagar o imóvel e a possibilidade de financiar até 80% da dívida.


