Seguindo os bons números da capital paranaense, Londrina também deve terminar o ano com um saldo positivo em relação à geração de empregos. Em segundo no ranking do Estado, atrás apenas de Curitiba, a cidade acumulou até julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 8.751 vagas.
Para Neiva de Cássia Sefrin, chefe da Agência do Trabalhador de Londrina do Sistema Nacional do Emprego (Sine), esse número ainda deve crescer substancialmente até o final do ano. ''De setembro a dezembro, a criação de empregos deve ficar numa média de 1,3 mil vagas mensais. Estamos na expectativa de um excelente desempenho'', avalia Neiva.
Em 2009, foram gerados apenas 5 mil empregos no total, ou seja, as vagas para este ano devem pelo menos dobrar. ''Sempre o setor de serviço se destaca em Londrina, mas este ano está havendo uma alternância muito grande em relação a diversos segmentos'', explica a representante do Sine.
O que está havendo no município é um crescimento na geração de empregos nos segmentos da indústria de transformação e construção civil. Elas geraram, em conjunto, mais de 400 vagas no mês de julho. ''A construção civil está reagindo e conseguindo encontrar mão de obra qualificada na cidade. Já a indústria está com grande expectativa para o final do ano, ampliando a área de produção'', comenta Neiva de Cássia.
A chefe da Agência do Trabalhador ressalta ainda que o crescimento dos empregos nesses dois segmentos acabam criando demandas em novas áreas, devido às terceirizações e à construção de empreendimentos que também podem gerar novas vagas. ''Com a economia estável, as pessoas acabam tendo maior acesso a bens e serviços, ajudando abrir novos postos de trabalho. É um cenário de otimismo''.
Em relação às exigências para a contratação de novos funcionários, Neiva diz que as empresas londrinenses estão mais flexíveis, preferindo até oferecer treinamentos. ''Mais do que qualificação, elas visualizam o profissional como um todo, que tenha noções de cidadania e saiba se comunicar, por exemplo. As empresas temem que o profissional muito capacitado troque de emprego rapidamente, procurando melhores oportunidades. Dessa forma elas acabam perdendo capital investido'', completa.

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