Londrina cria 366 empregos em abril, menor resultado do ano
Saldo acumulado chega a 3.026 vagas em 2026; construção e serviços sustentam crescimento, enquanto comércio recua
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quinta-feira, 28 de maio de 2026
Saldo acumulado chega a 3.026 vagas em 2026; construção e serviços sustentam crescimento, enquanto comércio recua

Londrina registrou a criação de 366 empregos com carteira assinada em abril de 2026, o menor saldo mensal do ano, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Apesar do desempenho mais fraco, o município acumula 3.026 vagas formais no primeiro quadrimestre.
O resultado de abril acompanha o cenário nacional, que também apresentou desaceleração. No Brasil, foram gerados 85.888 postos de trabalho no mês, o pior desempenho de 2026 até agora e abaixo das expectativas do mercado.
Na análise por setores, a construção civil liderou a geração de empregos em Londrina, com saldo de 181 vagas, seguida pelos serviços, com 152. A indústria teve desempenho moderado, com 41 novos postos. Já o comércio registrou avanço tímido, com apenas 8 vagas, enquanto a agropecuária apresentou retração, com fechamento de 16 postos.
O fraco desempenho do comércio reflete um cenário de consumo pressionado. Estudo do Nupea (Núcleo de Pesquisa Econômica Aplicada) da UTFPR aponta que 91% dos londrinenses possuem algum nível de comprometimento de renda, o que limita a capacidade de compra e impacta diretamente a atividade do setor.
Mesmo com a desaceleração em abril, o resultado é superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando Londrina havia criado 156 empregos formais, indicando que o mercado de trabalho local segue em trajetória positiva no comparativo anual.
Paraná
No Paraná, o saldo de empregos formais em abril foi de 2.335 vagas, resultado bem abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando o Estado havia criado 6.480 postos de trabalho. O desempenho também é o mais fraco dos últimos cinco meses, desde novembro do ano passado, quando foram geradas 1.264 vagas.
A indústria foi o principal motor da geração de empregos no período, com saldo de 1.718 vagas, seguida pela construção civil, que abriu 455 postos, e pelo comércio, com 456. A agropecuária teve resultado positivo, com 65 vagas criadas. Em contrapartida, o setor de serviços apresentou retração, com fechamento de 359 postos, o que contribuiu para limitar um resultado mais expressivo no mês.
Brasil
Os dados mais recentes do mercado de trabalho formal no Brasil apontam para uma desaceleração mais consistente ao longo de 2026. O saldo de vagas no acumulado de janeiro a abril soma 699.762 postos, queda de 23,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram criados 913.827 empregos com carteira assinada.
Na comparação histórica, o resultado de abril figura entre os mais baixos para o mês desde 2020, ficando atrás apenas do período mais crítico da pandemia. O desempenho reforça a leitura de um mercado menos aquecido, em linha com um ambiente econômico mais restritivo.
Setorialmente, os serviços seguem liderando a geração de empregos, com 69.601 vagas no mês, seguidos pela construção civil (+23.525) e pela indústria (+9.256). Por outro lado, agropecuária (-8.378) e comércio (-8.114) registraram saldo negativo, influenciados por fatores sazonais.
Mesmo com abertura de vagas em todas as regiões, o avanço ocorre de forma moderada, indicando um mercado ainda resiliente, porém com menor dinamismo.


Celso Felizardo
Editor com foco em conteúdo e planejamento.


