Por R$ 147.900,00, parcelados em cinco vezes, a prefeitura de Londrina contratou o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim para elaborar o plano piloto da Cidade Industrial. Entre outras grandes obras de Wilheim está a criação de mais de 20 planos urbanísticos (Curitiba, Fortaleza, Natal e Joinville, por exemplo). A Cidade Industrial de Curitiba foi projetada por ele, em 1973.

Milton DóriaO lugar é aquiJorge Wilheim: ‘‘Londrina está prestes a fazer desabrochar uma nova onda de pioneirismo’’O prefeito em exercício, Alex Canziani, assinou ontem o contrato com a empresa paulista Jorge Wilheim Consultores Associados, no auditório da Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina). No prazo de 60 dias, o arquiteto se compromete a entregar ao município um plano de ocupação dos 412 alqueires declarados - em março - de utilidade pública para fins industriais. A área fica às margens da BR-369, no trecho Londrina/Ibiporã.
Ainda segundo o acordo, a elaboração do master plan contará com a participação de profissionais de Londrina (arquitetos, urbanistas) e com a colaboração da iniciativa privada, ou seja, a prefeitura espera dos empresários uma contribuição financeira para saldar o compromisso com a empresa.
Aos vereadores, empresários e autoridades presentes, Wilheim disse que já percebeu, em contato com a cidade, que ‘‘Londrina está prestes a atingir um desenvolvimento (...), a fazer desabrochar uma nova onda de pioneirismo, desta vez para se adequar à globalização, minimizar os riscos e aproveitar as oportunidades. A competição aumentou, e ganha quem tem ousadia, novas idéias, espírito de pioneiro’’.
Questionado pela reportagem da Folha sobre os caminhos que vai tomar para a elaboração do projeto, o arquiteto e urbanista citou três: o conceito, a distribuição física e as estratégias de implantação industrial. O conceito, segundo ele, nada mais é que a tomada de decisão do município, de querer gerar empresas multiplicadoras de riquezas e reservar uma área para a industrialização. Etapa cumprida.
‘‘Uma das maiores preocupações na distribuição física é não fazer um gueto da área industrial. Preservar o meio ambiente é fundamental’’, afirmou o urbanista. Quanto às estratégias de implantação de indústrias, o importante, de acordo com ele, é minimizar os custos e maximizar os resultados para atrair os investimentos. Se são 412 alqueires, Wilheim recomenda uma ocupação gradativa, formando núcleos industriais.
Wilheim citou ainda os três pontos que mais atraem indústrias, na visão dele: a localização do município (e do parque industrial), as bases educacionais e a qualidade de vida. Analisando, por alto, Londrina, ele acredita que o município ‘‘tem tudo’’ para desenvolver-se industrialmente.

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