Empresa especializada na produção de softwares para gerenciamento financeiro, telecomunicações e varejo, a paulistana K2 Solutions deve transferir suas atividades para Londrina definitivamente até o final de 2005. Os investimentos iniciais para a instalação da fábrica na cidade já alcançaram R$ 5 milhões, e a prefetuira estima que a K2 acrescente ao seu orçamento até R$ 2,5 milhões por ano com a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços), além de abrir cerca de 700 vagas na área de informática nos próximos dois anos. O anúncio do empreendimento foi feito ontem, por autoridades municipais e diretores da empresa.
Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), João Rezende, a vinda da fabricante de programas para o Paraná deve diversificar a economia de Londrina, proporcionando para a prefeitura a oportunidade de ampliar os investimentos em infra-estrutura e, consequentemente, atrair a atenção de outras indústrias para o norte do Estado. Antes de decidir por iniciar suas atividades em Londrina, a K2 esteve em funcionamento no edifício Twin Towers por um ano, para estudos de viabilidade econômica na cidade. A empresa teve seu funcionamento subsidiado pela prefeitura durante esse período, com o pagamento do aluguel de um andar do prédio, no valor de R$ 1.300,00 mensais.
Segundo Sérgio Tanaka, diretor de novas tecnologias da K2, a empresa deve iniciar suas operações com cerca de 30 funcionários vindos de São Paulo, e até o final de 2003, mais 30 devem chegar para completar o quadro de atividades previstas para este ano. ''Porém, com a transferênia total do desenvolvimento de produtos para Londrina, vamos utilizar mão-de-obra local, empregando 700 pessoas até o final de 2005'', conta. A escolha de Londrina como nova sede para a K2, segundo Tanaka, deve-se ao potencial tecnológico da região e ao custo de mão-de-obra, que chega a ser até cinco vezes mais baixo que o paulistano. ''Encontramos um grande eixo tecnológico na região de Londrina, e já pedimos a incorporação de algumas disciplinas especiais em cerca de 15 cursos relativos à informática encontrados em faculdades da região''.
O prefeito Nedson Micheleti conta com a presença da K2 na cidade para alavancar o parque tecnológico londrinense, além de incrementar a arrecadação de impostos para o município em cerca de R$ 2,5 milhões por ano. ''Com instituições como a PUC e a Intuel (Instituto Internacional de Tecnologia da UEL), a K2 deverá funcionar como empresa âncora no desenvolvimento tecnológico da região, transformando Londrina em referência nesse segmento''. O prefeito acredita que assim torne-se mais fácil a atração de investimentos de outras empresas do setor.
A K2 estima para 2003 um faturamento de R$ 50 milhões, com vendas no País e exportações, principalmente para a França e Alemanha. As exportações, segundo Tanaka, respondem por 10% do faturamento da empresa, que já negocia a entrada nos mercados americano e japonês. Em pleno funcionamento, a K2 deverá ocupar cinco andares do Twin Towers, na Avenida Tiradentes (zona oeste).

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