Londrina Competitiva precisa de mais R$ 400 mil
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem local 
O Movimento Londrina Competitiva (MLC) está pedindo mais doações para concluir o Programa de Modernização da Gestão Pública (PMGP) do Município. Desde março do ano passado, cerca de 120 empresários e profissionais liberais londrinsenses estão contribuindo com parcelas mensais, que variam de R$ 500 a R$ 3.750, para pagar a consultoria realizada na Prefeitura de Londrina pelo Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).
O valor total do trabalho é de R$ 2,84 milhões e o MLC já arrecadou R$ 2,07 milhões. Outros R$ 370 mil estão previstos para serem repassados em setembro. Mas ainda faltarão R$ 400 mil. Por isso, os patrocinadores estão sendo chamados para nova contribuição em três parcelas, em outubro, novembro e dezembro.
''Estamos muito satisfeitos com a consultoria. O ponto mais positivo é a implantação na Prefeitura de um sistema moderno de administração, uma gestão mais técnica e mais profissional'', afirma o empresário Oswaldo Pitol, que integra o comitê executivo do movimento.
De dezembro do ano passado, quando a consultoria foi iniciada, até junho deste ano, a Prefeitura registrou um aumento de receitas de R$ 34,1 milhões. O valor está bem acima da meta inicial de R$ 20 milhões. E o movimento acredita que, até dezembro, serão R$ 40 milhões no incremento da arrecadação.
Também, graças à consultoria do INDG, a Prefeitura economizou até junho R$ 5,4 milhões com a melhoria nos procesos de gastos. Até o fim do ano, a previsão é de uma economia de R$ 19 milhões, acima da meta inicial de R$ 15,4 milhões.
''Até o momento, com a maior arrecadação e a redução de gastos, o benefício para a cidade foi de R$ 39,5 milhões. Isso significa um retorno de R$ 14 para cada R$ 1 por nós investidos'', calcula Pitol. Se a projeção até o final do ano se confirmar, o resultado positivo terá sido de R$ 59 milhões. ''Aí, a relação será de R$ 21 por cada R$ 1 aplicada pelo Londrina Competitiva'', comemora o empresário.
Pitol conta que a ideia inicial do MLC era contratar apenas dois projetos do INDG: o Gerencialmento Matricial de Despesas (GMD) e o Gerencialmento Matricial de Receitas (GMR). Mas, de acordo com ele, foi possível negociar com o instituto a redução de valores. ''Assumimos a administração da logística da vinda dos consultores para Londrina, e conseguimos descontos em passagens, alimentação e hospedagem'', explica Pitol.
Em virtude disso, o MLC resolveu contratar outros dois projetos, de Reestruturação Organizacional e de Processos (ROP). Eles estão sendo realizados nas compras do Município e na Secretaria de Saúde.
Questionado sobre a motivação dos empresários em investir no projeto, ele responde:''A melhora da gestão do dinheiro público é de interesse da iniciativa privada e da população como um todo.''
O empresário e diretor de Ciência e Tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Marcus von Borstel, também integra o comitê. Segundo ele, a administração municipal pretende dar continuidade à consultoria no ano que vem, independentemente do patrocínio dos empresários. ''O prefeito (Barbosa Neto - PDT) pretende continuar com o projeto na Secretaria de Saúde e ampliá-lo para a Educação'', diz o diretor. Para isso, a administração terá de abrir licitação e contratar nova consultoria.
Borstel ressalta que a ''filosofia de trabalho'' do INDG é de transferência de metodologia de gestão para os servidores públicos do município que atuam como gestores internos. ''Tivemos uma reunião com eles (na semana passada) e os servidores estão muito motivados, querendo continuar o trabalho'', destaca.
Além de Pitol e Borstel, integram o comitê executivo do movimento os empresários Flávio Meneghetti, Marcos Holzmann, Bruno Veronesi, Carlos Picchi, Fernando Lopes Kireeff, George Hiraíwa, Kentaro Takahara, Kimiko Yoshii e Nivaldo Benvenho.


