Londrina atrai investidores
Faltam imóveis para abrigar algumas empresas e indústrias, mas não faltam investidores que queiram se instalar na cidade. A afirmação é do presidente da Codel, Claúdio Tedeschi. Ele assegura que, apesar da ausência de imóveis para oferecer a essas 100 empresas que precisam de locação para entrar no mercado, ou ainda desejam ampliar o negócio, a cidade tem atraído investimentos.
''Existe a procura e o mercado precisa responder a essa demanda'', considerou Tedeschi. Ele lembrou que há poucos meses a terceirização de uma única indústria de grande porte trouxe para Londrina outras seis empresas que asbastecem a linha de montagem dela. ''A gente está procurando estruturar junto com o Instituto de Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) condomínios industriais, mas ainda falta espaço'', disse, reforçando que o setor da construção precisa voltar seus ''olhos'' para esse nicho.
De acordo com Tedeschi, muitas indústrias, de outros países inclusive, têm interesse em vir para a cidade, e a maioria deve construir a sua própria instalação. ''Isso deve dar uma alavancada no mercado da construção'', analisou o presidente da Codel. Ele informou que só na zona leste, a companhia tem previsto investimentos na ordem de R$ 100 milhões.
A boa notícia, na opinião dos debatedores, deve movimentar o setor da construção, o qual está diretamente ligado ao desenvolvimento do município e à movimentação imobiliária. Segundo um levantamento do Sinduscon, o segmento passou 14 meses, dos últimos dois anos, sem a aprovação de um único projeto industrial.
Conforme Tedeschi, o déficit imobiliário também não tem sido um empecilho para a instalação de indústrias. A cidade, ressaltou ele, tem muitos atrativos como mão-de-obra qualificada, parque teconológio estruturado, empreendedorismo e um significativo número de pesquisas científicas desenvolvidas por institutos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
''Nos destacamos pela mão-de-obra qualificada. Fora todas as instituções e universidades que colaboram para isso, ainda será instalado na cidade o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet)'', completou Tedeschi.
Na opinião do presidente da Codel, uma pesquisa informal realizada com empresários locais ou que pretendem se instalar no município, apontou entre outras coisas, que a implantação do Porto Seco e um aeroporto de cargas, tornaria o município mais atraente. (E.Z.)





