A arrecadação federal na região de Londrina - que compreende 63 municípios - acumula queda real (descontada a inflação no período de 5,17%) de 1,41% nos primeiros oito meses do ano. Já em termos nominais há um crescimento de 3,61%. Em valores, o recolhimento de impostos e contribuições, incluindo a previdenciária, ultrapassou os R$ 2 bilhões. Em porcentagem, a região tem resultado superior aos registrados no Paraná, que acumula queda real de 9,26% e nominal de 4,56%; e no Brasil -1,59% (nominal) e -6,43% (real).
No total, a arrecadação estadual somou mais de R$ 18,8 bilhões entre janeiro e agosto deste ano. No mesmo período do ano passado, o montante recolhido foi de R$ 19,7 bilhões. Já o resultado nacional obtido foi de R$ 419,6 bilhões no acumulado dos primeiros oito meses do ano, enquanto na mesma época de 2008, a arrecadação somou R$ 426,4 bilhões. Na avaliação do delegado da Receita Federal de Londrina, Sérgio Gomes Nunes, as desonerações tributárias - apontadas como as responsáveis pelo resultado negativo tanto no Brasil como no Paraná - não tiveram efeito sobre o desempenho regional porque não a economia não depende muito destes setores.
''O nosso perfil econômico é mais ligado ao setor de serviços e, por isso, nossa avaliação é que a crise não foi tão intensa na região e a arrecadação teve um desempenho razoável'', afirma Nunes. Segundo ele, se o resultado mensal for mantido, o ano será fechado com índice positivo. Desde abril a delegacia de Londrina não registra um resultado negativo. No mês passado, por exemplo, a arrecadação foi de R$ 260.716.182, um crescimento real de 3,19% comparado com agosto do ano passado (R$ 242.102.809).
No entanto, o melhor resultado mensal registrado pela Receita foi em maio, quando houve um crescimento de 7,25%. O pior desempenho foi o de março (-19,59%), depois de quedas também em janeiro (-0,2%) e em fevereiro (-7,4%).
Brasil
Em nível nacional, a Receita atribui a queda à crise econômica, que derrubou a produção industrial em julho (- 9,90% contra 8,50% em julho de 2008) e reduziu o crescimento do volume geral de vendas e da massa salarial. Além disso, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e para a linha branca fez cair em 34% a arrecadação total do tributo em agosto em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 3,69 bilhões em agosto do ano passado para R$ 2,44 bilhões no mês passado.
Só o IPI automóveis caiu 72,24%. A Receita estima em R$ 17,3 bilhões a redução da arrecadação em 2009 por conta das desonerações tributárias. Houve queda também no recolhimento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de 23,09% em relação a agosto de 2008. A CSLL recolhida de entidades financeiras (como bancos), porém cresceu 42,84%. A Cide-Combustíveis registrou crescimento de 39,68%.
Outros impostos registraram queda, como o Imposto de Importação (14,58%) e do Imposto de Renda total (17,28%) e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras, 21,49%). No ano passado, a carga tributária brasileira bateu novo recorde histórico e chegou a 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números divulgados pela Receita em julho. O dado compara a arrecadação tributária do ano passado com a soma de todas as riquezas produzidas no país no mesmo período.

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