O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte-PR), Gerson Guariente Júnior, relata que a situação do setor em Londrina é similar ao cenário nacional da construção civil. Segundo Guariente, o aumento dos salários e a capacitação dos trabalhadores já são realidade na região. ''Estamos nos empenhando para minimizar esse problema de possível apagão de mão de obra'', ressalta.
O Sinduscon também objetiva aumentar o nível de industrialização da construção. ''Para que o setor tenha mais produtividade é preciso industrializar, investir em mecanização e em equipamentos que aumentem a capacidade produtiva individual'', argumenta.
Guariente afirma que alguns canteiros de obra em Londrina já conseguiram ampliar a produtividade média do trabalhador de 15 metros quadrados por dia para 250 metros quadrados diários, graças ao investimento em tecnologia. Mas o presidente do Sinduscon Norte-PR ressalta a necessidade de capacitação da mão de obra para lidar com essas novas tecnologias. ''É preciso requalificar o trabalhador para que ele aprenda a usar outros equipamentos para realizar a mesma atividade'', salienta.
O gerente regional da Plaenge, Paulo Duarte, afirma que o resultado da pesquisa reflete a realidade do setor. Segundo ele, os trabalhadores da construção civil já estão recebendo mais pelo serviço. Para suprir a necessidade de profissionais capacitados, a Plaenge possui a ''Escolinha da Construção''. Segundo Duarte, hoje em dia há maior facilidade de trabalhar em obras, pois o uso de máquinas tornou o trabalho menos pesado. ''Ainda existe dificuldade de contratar pessoal experiente, contratamos trabalhadores que precisam ser preparados para o serviço'', informa.
O diretor de incorporação da A.Yoshii Engenharia, Silvio Muraguchi, afirma que a empresa tem observado a redução da oferta de mão de obra devido ao grande volume de empreendimentos. Segundo ele, a previsão é aumentar 30% o quadro de funcionários este ano. ''Para suprir a nossa necessidade de mão de obra estamos com funcionários residentes em outras localidades alojados em Londrina e temos também funcionários transportados diariamente de cidades próximas'', relata.
A construtora realiza diversas capacitações de trabalhadores, com cursos específicos para menores aprendizes e mulheres. ''A mão de obra feminina tem sido uma surpresa agradável nos canteiros de obra'', revela. Muraguchi afirma concordar 100% com a pesquisa da FGV. ''Investimos em tecnologia para tornar o trabalho mais produtivo e ao mesmo tempo motivador, ou seja, menos braçal''.

mockup