No próximo mês deve ser decretada a falência da Londrijeans Indústria e Comércio de Roupas Ltda., de Londrina, que é do mesmo grupo da Indústria de Roupas Confiança Ltda, que também foi à falência na semana passada. A informação é do síndico responsável pela administração do patrimônio falido da Confiança, Julio Rodolfo Roehrig. ‘‘As duas empresas são dos mesmos donos e pediram concordata na mesma época. Assim que terminar as férias forense, o juiz deve decretar a falência da Londrijeans’’, prevê. Ambas requereram concordata em abril de 1995.
A decretação da falência da Confiança foi assinada pela juíza da 8ª Vara Cívil, Cristiane Willy Ferrari. O processo de concordata da Londrijeans - antiga Khouri Indústria e Comércio de Confecções Ltda. - está tramitando na 4ª Vara Cívil de Londrina. De propriedade de Gabriel Khouri e Gilberto Khouri, as duas estão desativadas há cerca de um ano e meio.
O diretor secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Ricardo Leite, calcula que existam 235 processos trabalhistas na Justiça contra a Confiança e cerca de 100 contra a Londrijeans. No último ano, apenas oito pessoas trabalhavam na Confiança. ‘‘Desde março, a empresa vinha fazendo os acertos com estes funcionários’’, conta. Apenas a Londrijeans tem rescisões pendentes. ‘‘Na semana passada, algumas foram acertadas’’, diz.
A Confiança e a Londrijeans deveriam ter quitado suas dívidas até abril do ano passado mas tiveram os prazos de pagamento prorrogados. Ao requerer a concordata, a Confiança tinha uma dívida de cerca de R$ 6 milhões junto a bancos e fornecedores, 1.300 mil empregados e 1.100 máquinas de costura. Na mesma época, a dívida da Londrijeans era de R$ 2.532 milhões. A empresa empregava 400 pessoas e tinha 170 máquinas de costura.
Nomeado ontem, Julio Roehrig começa hoje a examinar o processo de falência da Confiança. Sua função é levantar o número de credores e o ativo e passivo da empresa para, depois do inquérito judicial, efetuar o pagamento dos fornecedores. ‘‘Com o patrimônio citado no processo, que são dois barracões, não deve dar para pagar todo mundo’’. A prioridade no pagamento é das dívidas trabalhistas e tributárias. O inquérito judicial deve ser instaurado brevemente, segundo a juíza Cristiane Ferrari.

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