Os comerciantes voltaram a pedir ontem reforço policial no Centro de Londrina, no próximo sábado, para garantir a segurança dos lojistas e comerciários que trabalham em horário especial, das 9h às 18h. A solicitação foi feita à Polícia Militar pelo presidente da Associação Comercial de Londrina (Acil), Valter Orsi. O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) também enviou ofício ao secretário estadual de Segurança, José Tavares, pedindo providências ‘‘para que a nova passeata dos comerciários ocorra de forma pacífica, sem violação do patrimônio’’.
O presidente do Sincoval, Sinézio Scudeler, disse querer evitar que novas passeatas organizadas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio se transformem em ‘‘baderna’’. ‘‘No sábado passado, os manifestantes empurraram as portas das lojas e xingaram os comerciantes. Queremos evitar tumultos neste final de semana’’, afirmou Scudeler. Segundo ele, os manifestantes prometeram uma nova passeata no próximo sábado.
A realização da manifestação, porém, ainda não foi confirmada, diz o presidente do sindicato dos trabalhadores, José Lima do Nascimento. ‘‘A categoria ainda não decidiu se fará nova passeata’’. Ele disse que a maioria dos comerciários é contra o trabalho aos sábados à tarde por não ser produtivo. ‘‘Alguns estão sendo obrigados a trabalhar mas isso só é desgastante e cansativo. Não há aumento nas vendas’’.
O pedido de reforço policial foi decidido durante encontro anteontem à noite no Hotel Sahão e que reuniu cerca de 70 comerciantes. ‘‘Temos liminar que permite o funcionamento das lojas em horário especial. Ninguém é obrigado a abrir a loja mas quem optar tem que ter tranquilidade para trabalhar’’, defendeu Scudeler. O Sincoval também decidiu que entrará na Justiça para punir os responsáveis pela passeata ‘‘por ameaças, ofensas, intimidações e destruição do patrimônio de terceiros’’.
Ele contou que cerca de 300 comerciários favoráveis a abertura das lojas aos sábados à tarde procuraram o Sincoval nos últimos dois dias. ‘‘Eles estão desgostosos com o sindicato e não querem pagar o imposto sindical. Se sentiram incomodados com a pressão’’.
Nesta semana, o Ministério do Trabalho está fiscalizando as lojas que funcionam em horários especiais, verificando horas-extras, jornada de trabalho, depósito de FGTS e registro de funcionários.
Lima do Nascimento, do sindicado dos empregados, afirmou não ter informações sobre aumento na mão-de-obra por causa da dilatação do horário. Já o gerente da Riachuelo, Antonio Sampaio Andrade, diz que desde novembro de 97, quando começou a abrir aos sábados à tarde, o quadro aumentou 35% – de 55 para 74 empregados. ‘‘O movimento aos sábados representa 30% da venda total da loja no mês’’.

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