Lojistas se preparam para queda nos lucros
Sócio e gerente do Supermercado Irmãos Furuta, Mário Furuta diz que a valorização do dólar frente o real prejudicou os lucros do estabelecimento, no Mercado Shangri-lá, em Londrina. Especializado em alimentos e bebidas importados, ele conta que sentiu um aumento de 10% a 20% nas despesas, absorveu parte dos custos e mesmo assim viu a clientela diminuir.
Furuta afirma que reduziu os estoques, na esperança de o dólar voltar a se desvalorizar. Mesmo assim, viu o lucro cair. "Temos de segurar um pouco o preço, ou não vendemos. É melhor pingar dinheiro aqui do que faltar", declara.
Para a sócia-proprietária da Face Bela Cosméticos e Perfumes Simone Stamm, o mercado de beleza permite um pouco mais de folga ao comerciante. Ela conta que os importadores do segmento costumam ser grandes e trabalham com cotação média prevista em contrato, o que acaba com o peso da variação. "Claro que se o dólar estiver em alta daqui a um ano vai afetar, mas não em curto prazo."
Simone afirma que tanto os produtos destinados às compras de Natal quanto insumos para a indústria nacional já devem estar no Brasil. A preocupação, diz, fica para 2014, quando a valorização do dólar vai repercutir. "A margem de lucro sempre cai quando há alta no imposto ou no dólar." (F.G.)





