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Lojistas reclamam de movimento fraco no comércio para o Dia das Mães


Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha

 

Lojistas reclamam de movimento fraco no comércio para o Dia das Mães
 


O horário ampliado do comércio ainda não fez aumentar as vendas do Dia das Mães nas lojas de rua. Desde quinta-feira (6), os estabelecimentos comerciais de Londrina funcionam até as 21 horas e, neste sábado (8), as atividades se estendem até as 18 horas. Mas segundo os lojistas, além do movimento abaixo da expectativa, os consumidores estão mais cautelosos na hora de gastar e procuram presentes com valores mais em conta. 


Na manhã desta sexta-feira (7), o fluxo de pessoas no Calçadão era fraco. Movimento maior só nas agências bancárias por conta do quinto dia útil. No interior das lojas, havia poucos compradores. “O movimento começou a melhorar na segunda-feira. Devido ao que a gente está vivendo, com a pandemia, que não pode aglomeração, agora é que está ficando bom”, disse Roberta Fonseca, gerente de uma loja de confecções femininas na rua Professor João Cândido.  


Na hora de comprar os presentes para as mães, os consumidores têm se mostrado mais contidos. “A gente percebe que eles estão segurando um pouco os gastos”, comentou Fonseca. 


“A maior procura é por peças de menor valor. O que deve ajudar a melhorar as vendas é esse friozinho que chegou agora. A queda na temperatura sempre ajuda”, destacou a gerente de uma loja de roupas femininas no Calçadão, Cintia Souza. “Acho que hoje ainda vai aumentar o movimento no período da tarde. Pelo menos, eu espero."

  

A professora Nicéa Sartori Lopes fez questão de ir às compras logo no início do expediente do comércio para garantir o presente da mãe e evitar aglomerações. “Já saí de casa sabendo o que iria comprar e em qual loja eu iria. Não dá para ficar circulando à toa, de loja em loja. Estamos no meio de uma pandemia, a situação está grave e não podemos descuidar. Mas também não queria deixar minha mãe sem presente já que as confraternizações em família estão suspensas por enquanto.” 


Lopes também saiu de casa com um valor máximo definido para o presente. “Não posso gastar mais do que R$ 150 porque tem o presente da sogra também. São duas mães para presentear e estou segurando um pouco as contas porque tudo está muito incerto na economia.” 


O estudante Fabrício Fernandes de Souza também saiu cedo de casa para comprar o presente da mãe. “Penso que no sábado as lojas vão estar mais cheias porque as pessoas deixam tudo para a última hora, então preferi vir hoje.” Com uma sacola na mão, ele partia para uma loja de perfumaria e cosméticos para comprar o segundo presente. “Fiz umas economias e vou gastar uns R$ 160 no total. Minha mãe merece.” 


Os expositores da Feira do Feito a Mão, que nesta semana puderam levar seus produtos para o Calçadão todos os dias, também reclamam do pouco movimento. “Terça-feira foi um dia bom, mas quarta-feira e ontem teve pouca gente. No ano passado, as vendas estavam bem melhores porque o comércio havia ficado fechado em abril e, quando reabriu, o pessoal veio. Ajudou a vender no Dia das Mães”, disse Priscila Moser, que trabalha na feira com a mãe, Rosângela, vendendo panos de prato, tapetes e outros itens para a casa. “Depois que piorou a pandemia, no começo do ano, as pessoas diminuíram as saídas e também diminuíram os gastos. O movimento reduziu”, contou Rosângela.  


A Feira do Feito a Mão acontece no trecho entre as ruas Hugo Cabral e Pernambuco e neste sábado também tem autorização para funcionar até as 18 horas.    


PESQUISA

 

No calendário do comércio, o Dia das Mâes é a segunda data mais importante, perdendo apenas para as vendas de Natal. A pesquisa de intenção de compras encomendada pela Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e divulgada nesta semana apontou que 78% dos londrinenses pretendem presentear as mães no domingo e o valor total gasto por consumidor deve ser de R$ 198. O valor investido por presente é de R$ 135, segundo o estudo que indicou que as vendas do Dia das Mães devem injetar R$ 66 milhões na economia londrinense.    


O movimento abaixo do esperado relatado pelos lojistas da região central pode ser explicado pela tendência apontada pelo estudo, de crescimento das vendas eletrônicas. Apesar de as lojas físicas ainda serem os locais preferidos por 73,9% dos consumidores, 58,3% disseram que pretendem fazer suas compras pela internet. Tendência que já havia sido apontada na pesquisa do ano passado. Em 2020, os meios digitais foram a opção para 56,7% dos consumidores e, em 2019, antes da pandemia, 5,7% citaram o e-commerce como meio de compra.   


Os entrevistados também responderam que devem comprar por telefone com opção de retirada na loja ou delivery (7,6%), e há ainda aqueles que preferem receber o vendedor em casa (2,8%). 


O resultado da pesquisa, destacou a presidente da Acil, Marcia Manfrin, mostra a importância de os comerciantes de lojas físicas estarem também no ambiente virtual, embora a maioria das compras ainda seja feita presencialmente. Sobre a queixa dos lojistas em relação às vendas fracas, Manfrin afirmou que ainda é cedo para fazer uma avaliação, considerando que os consumidores costumam deixar as compras para a última hora, aproveitando o horário estendido do comércio. "A pesquisa revela ainda que 78,6% da população pretende comprar presentes para as mães, então estamos confiantes de que as vendas vão crescer, fortalecendo a economia e combatendo o desemprego."

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