Lojistas querem proteção da polícia para abrir hoje
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) encaminhou ontem à Polícia Militar pedido de proteção aos lojistas que estiverem trabalhando hoje após às 13 horas. A entidade teme problemas com o movimento programado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio para hoje, em protesto à atitude de algumas lojas, que estenderam o horário de funcionamento aos sábados até as 18 horas.
Os comerciários programaram uma passeata, com concentração a partir das 12h30 no Calçadão, nas proximidades da Bolivar Calçados. Eles pretendem percorrer as lojas abertas e segundo o presidente da entidade, José Lima do Nascimento, convidar os comerciários que estiverem trabalhando a aderir ao movimento. Muitos gerentes e comerciantes também não concordam com a abertura das lojas, mas abrem as portas com medo da concorrência, diz Lima. Segundo ele, o movimento será pacífico e ordeiro.
Para o presidente do Sincoval, Sinézio Scudeler, o movimento dos comerciários é uma tentativa de intimidar e ameaçar os comerciantes. Requisitamos força policial para garantir o direito daqueles que querem trabalhar, diz Scudeler. Ele considera que atitudes como essa do sindicato dos empregados estão levando o comércio de Londrina a parar no tempo. Nosso comércio acabou. Não temos lojas bonitas, que desperte a vontade de comprar. Nosso comércio está apagado, considera.
O presidente do sindicato dos trabalhadores rebate as colocações de Scudeler. Lima diz que não há qualquer tentativa de intimidação. Estamos usando um direito que temos para demonstrar a insatisfação da categoria. Não houve contratações e, se continuarmos trabalhando todos os sábados, quando chegar dezembro todos estarão estressados, esgotados, sem condições de trabalhar até as 22 horas. Esse pessoal não vai aguentar.
Na opinião de Lima, não há venda suficiente para abertura do comércio todas as tardes de sábado. Na sua opinião, ocorrerá uma mudança de hábito da população, que passará a comprar em outros horários mas não haverá um aumento de vendas. Não há dinheiro disponível para aumento de consumo, comenta.
Por enquanto, cerca de 200 lojistas requereram alvará para abrir aos sábados à tarde. O Sincoval não tem dados sobre novas contratações, mas Scudeler acredita que isso ainda não ocorreu, por se tratar de um risco. O comércio está abrindo amparado em liminar.
O comércio, segundo ele, oferece três condições de trabalho: hora-extra, escala de trabalho e, em último caso, pode haver terceirização de mão-de-obra. Ele acredita, no entanto, no aumento de vagas quando a situação estiver mais definida. As Pernambucanas abre há anos e já ofereceu 28 novas vagas, exemplifica.


