Lojistas pretendem montar uma lista negra dos bancos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 1998
Marcos Zanatta 
Uma comissão formada por representantes da Associação Comercial (Acim), Sindicato do Comércio Varejista (Sivamar) e bancos de Maringá vai trabalhar na tentativa de reduzir o número de cheques sem fundos devolvidos aos comerciantes da cidade. A média nas lojas é de 8% de devoluções, enquanto nos postos de combustíveis é de 4,5%, índice considerado alto devido, segundo os empresários, à baixa lucratividade do setor. Vamos discutir o cumprimento da lei, pois quem dá crédito deve ser o responsável, diz o vice-presidente da Acim, Antonio Fermenton.
Hoje, os comerciantes reclamam que os muitos bancos não têm usado critérios rígidos para liberar cheques. Fermenton observa que o correntista, além de encontrar facilidade na hora de abrir a conta e retirar o talão de cheques, não tem mais dificuldades para sustar o pagamento.
O primeiro passo da comissão, segundo Fermenton, será tentar sensibilizar os dirigentes locais dos bancos. Apesar da competitividade do mercado, é preciso manter alguns critérios para a abertura de novas contas e liberação de talões, cobra. Se o problema persistir, as entidades pretendem elaborar um ranking dos bancos com maior número de cheques devolvidos, para ser fixado nas lojas da cidade.


