Entre as opções de presentes, muitos clientes deram preferência ao smartphone, produto que continua em alta
Entre as opções de presentes, muitos clientes deram preferência ao smartphone, produto que continua em alta | Foto: Fotos: Gustavo Carneiro


Nem o vento gelado na manhã de sábado espantou os filhos que foram em busca do presente para o Dia dos Pais. Nas primeiras horas da manhã, o movimento foi considerado fraco, mas a expectativa dos comerciantes era que crescesse ao longo da tarde, já que o comércio ficaria aberto em horário especial, até às 18 horas.
"Equiparando com o ano passado ainda não tivemos crescimento, mas creio que até o fim da tarde vamos conseguir recuperar. Neste ano, o valor das compras está um pouco menor em relação à 2015, as pessoas estão negociando mais, pedindo descontos e dividindo o valor da compra. Nossa expectativa é crescer entre 5% a 8%", contou a gerente da Bolivar Sport Wear, Ana Cristina Bena.
Segundo ela, a maior procura era por tênis, camisetas de time de futebol e camisas polo, além dos cartões-presente. "Esse não tem perigo de errar, e a pessoa pode vir escolher o que quiser. A procura tem crescido por esse tipo de presente", afirmou.
Outra escolha bastante tradicional continuava em alta nesse ano: os celulares, principalmente os smartphones. Mesmo com os valores um pouco maiores devido ao aumento do dólar, muita gente estava em busca do aparelho. "Celular é o presente mais prático e a chance de errar é pequena, mesmo que você já tenha sempre fica feliz em ter um mais moderno, com mais recursos", disse Aparecido Franceschini, gerente de uma das lojas do Móveis Brasília.
Televisor, barbeador elétrico, cortador de cabelo e barba também foram as opções de presente para muitos pais, segundo ele. "A média de gasto tem ficado entre R$ 700 e R$ 800, e os consumidores têm preferido planos de pagamento mais curtos e sem juros, além de negociado descontos. Há três anos que o Dia dos Pais têm sido mais movimentado, se aproximando (das vendas) do Dia das Mães."
Entre os consumidores, a palavra de ordem era economia, e para isso, foi preciso muita pesquisa de preço. A empregada doméstica Angelita Almeida aproveitou a companhia da irmã, a dona de casa Marta Manoel de Almeida Lisboa para comprar o presente do marido. "Estou procurando luva, capa de frio e coisas assim porque ele trabalha a noite. Mas estou achando tudo caro e pretendo gastar no máximo R$ 100."
O presente para o pai de ambas já havia sido comprado na sexta-feira e, segundo Marta, foi preciso guardar dinheiro para a compra. "No ano passado não demos nada, agora nos programamos para poder presentear."
A professora Gislene de Cássia Bez também aproveitou a manhã para ir às compras com os filhos Pedro Ivo, André Luis e Ivan Lucas. O objetivo era conseguir comprar uma calça para o avô das crianças e um perfume para o pai, gastando no máximo R$ 250 nos dois presentes. "A situação não está favorável, por isso o valor nesse ano será menor", justificou.

Angelita Almeida conta que, este ano, ela e a irmã Marta Lisboa se programaram e guardaram dinheiro para comprar o presente do pai
Angelita Almeida conta que, este ano, ela e a irmã Marta Lisboa se programaram e guardaram dinheiro para comprar o presente do pai
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