Lojistas mantêm contratação de temporários
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) proporá à prefeitura e aos comerciários a efetivação de alguns temporários em troca da flexibilização pacto do expediente. Segundo José Augusto Rapcham, presidente da entidade, a época é favorável à solução do impasse que persiste há, pelo menos, 20 anos. ''Estamos intermediando um pacto e, até agora, obtivemos opiniões positivas à respeito, pelo menos, entre os grandes empresários'', completou Rapcham, que não acredita no aumento do número de temporários este ano devido ao fechamento de algumas lojas na cidade.
O aumento de contratações no último trimestre principalmente no comércio é uma exigência natural em virtude do aquecimento nas vendas provocado pelo 13º salário. Ainda é cedo para vê-los em atividade, até porque a primeira parcela deve ser paga no próximo dia 30. No entanto, a Agência do Trabalhador de Londrina tem registrado um crescimento na oferta de empregos desde o final de outubro. ''Nossa estimativa é que o número de contratações este ano supere em, aproximadamente, 15% o resultado obtido em 2003'', disse Rogério Nogueira, do Sine.
Grande parte dessa mão-de-obra temporária é destinada aos supermercados que, no Paraná, significa 10% do quadro funcional. Na opinião do superintendente da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras),Valmor Rovaris, o setor faturará 10% mais este Natal e alcançará um crescimento real entre 3% e 4% comparado ao ano passado. ''Até setembro, registramos uma variação positiva de 1,77% enquanto no mesmo período de 2003 a variação foi negativa de 2,73%'', citou Rovaris ao justificar seu otimismo. Nas 18 lojas da rede Super Muffato espalhadas pelo Estado a porcentagem de contratações temporárias coincide com a previsão da Apras. De acordo com o diretor Everton Muffato, 2004 foi um ano de recuperação para a economia nacional. ''Prova disso é que o índice de endividamento do brasileiro e a inadimplência no comércio cairam. Por isso, a promessa é que as vendas sejam maiores este final de ano em comparação a 2003. Os primeiros resultados devem aparecer mesmo após o pagamento da primeira parcela do 13º salário'', explicou o empresário.
Num dos shoppings centrais de Londrina, a maioria dos lojistas funcionará com acréscimo de funcionários em dezembro. No estabelecimento em que Joelma de Fátima Altero trabalha como vendedora cinco pessoas já foram contratadas. Entre elas, três não possuem experiência na função. De acordo com ela, este é o mesmo número de atendentes utilizado no final do ano passado que, para ela, foi melhor que este. A comerciante Cassia Regina Lucio da Silva está radiante graças à quantidade de formaturas e casamentos realizados até agora. Os vestidos de festa são o principal chamariz de sua loja que também vende artigos esportivos. Cassia contratou uma funcionária nas duas lojas que administra.


