Lojistas e vendedores têm restrições
A abertura de lojas de rua nas tardes de todos os sábados em Londrina não agrada totalmente funcionários nem proprietários. O temor dos comerciários é que acabem desgastados pela ampliação da carga e que os benefícios financeiros não valham a pena. Para os donos, não está claro se ocorreria aumento nas vendas com a mudança, discutida por sindicatos patronais e de trabalhadores.
O gerente da loja Descontão, do Calçadão, Antonio Verza Filho, afirma que a abertura de lojas apenas nas tardes dos dois primeiros sábados, como é hoje, é o ideal. As duas datas são as mais próximas do quinto dia útil do mês, quando a maioria recebe o pagamento mensal. "Abrir em mais sábados é desperdício e teria mais desgaste não só do funcionário, mas também para o dono."
Verza Filho teme que ocorra apenas uma transferência das vendas do meio de semana para as tardes de sábado, e não aumento de clientela. Ainda, rebate um dos principais argumentos para o comércio de rua abrir na tarde de sábado, que é a concorrência com shoppings centers. "Os shoppings são feitos para isso, para os fins de semana, e eles têm mais equipes para fazer revezamento porque ficam abertos até as 22h."
A supervisora de produtos da Billie, Maristela Mantovani, também prefere a abertura apenas nos dois primeiros sábados. "Se decidirem pelos quatro, vamos abrir, mas desde que seja algo bem divulgado e definitivo. Não como é hoje", diz. Maristela e Verza Filho conversaram com os proprietários das lojas antes de opinarem, para dar a versão dos donos para a reportagem.
Para a vendedora Josiane Guimarães, centros comerciais oferecem salários mais altos e por isso o horário é estendido. "Se for para trabalhar mais, que paguem igual aos shoppings. Mas eu acho que só vale a pena abrir perto do dia de pagamento", diz. Para a operadora de caixa Thais Bruna, o fato de receber comissão seria um incentivo. "Mas precisam aumentar o salário e fazer revezamento, ou ficaria muito exaustivo." (F.G.)





