Arquivo FolhaSó vantagensLouzada, do Sindicato do Comércio: ‘‘Consumidor seria privilegiado’’O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Igarassu Louzada, defende flexibilização total do comércio, para que cada segmento possa abrir e fechar de acordo com a necessidade. ‘‘O consumidor é que seria o privilegiado porque teria mais tempo para comprar’’, afirma. Para Louzada, as lojas maiores e os magazines deveriam inclusive abrir à noite, como já ocorre em cidades de porte médio dos estados de Minas Gerais e Bahia. ‘‘Lei que determina fechamento de loja é ultrapassada’’, classifica.
O presidente da Associação Comercial de Londrina (Acil), Valter Orsi, disse que apóia o anteprojeto do vereador Tercílio Turini. Ele explicou que, caso a matéria seja aprovada, seria o começo de uma modernização no horário comercial da cidade. ‘‘O ideal seria dar autonomia para o empresário abrir de acordo com a necessidade’’. De acordo com o presidente da Acil, a flexibilização do horário é uma tendência mundial, que mais cedo ou mais tarde vai acabar exigindo modificações na lei atual.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Londrina, José Lima do Nascimento, a mudança do horário não significa mais vendas e vai prejudicar os 12 mil comerciários da cidade. ‘‘Não é o horário que faz vender, mas sim o poder aquisitivo do consumidor’’, resume. Na opinião dele, o anteprojeto do vereador vai apenas aumentar a jornada de trabalho do comerciário. Ele explica que foi feita uma experiência durante 15 meses com o comércio abrindo das 9 às 19 horas, mas que acabou não prosperando. ‘‘Os próprios comerciantes pediram o retorno porque não ocorreu aumento nas vendas’’, afirma. Lima concorda, no entanto, que a abertura exclusiva dos magazines acaba prejudicando lojistas e inclusive funcionários que trabalham na área central.
Ainda segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, após os debates, previstos para começarem na próxima semana, somente uma assembléia da categoria é que poderá decidir oficialmente a posição dos comerciários. (P.L.)

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