Lojistas de Londrina creem em ano de manutenção
Os comerciantes do Centro de Londrina já contabilizam redução nas vendas nos últimos meses, mas dizem que a tendência é de apenas ter um crescimento menor neste ano. O sentimento é que não há crise e que o próprio mercado se adapta à situação, sem colocar em risco empregos ou renda.
Diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Brasilio Armando Fonseca diz que a turbulência no noticiário político e econômico assusta o consumidor. "Há um clima de insegurança e as pessoas têm mais cuidado no consumo e nos investimentos, mas isso não significa que o comércio vá despencar."
Fonseca espera uma alta entre 3% e 4% para o ano na região, "perto da metade do índice de 2013". "Não acredito em catástrofe porque o mercado local é competente o bastante para lidar com essa situação", diz.
O gerente da Descontão, Antonio Verza Filho, conta que o movimento na loja sofre influência de programas de financiamento popular do governo federal, como o Minha Casa Minha Vida, porque compromete a renda do mesmo público que consome na loja. Ele diz que sentiu reduções mensais desde dezembro. "Até tivemos aumento nas vendas porque triplicamos o tamanho da loja, mas poderia ser melhor", afirma, ao lembrar que o aumento do salário mínimo também foi menor neste ano e atrapalhou.
Segundo o gerente da Salfer, Analico Dias Junior, a loja que comanda teve alta em relação ao ano passado, mas algumas da região tiveram redução. "Nossa projeção é de alta pela venda de televisores durante a Copa. Vamos torcer para o Brasil ganhar hoje (ontem) para vendermos mais." (F.G.)





