Ontem, primeiro dia da operação integrada das credenciadoras de cartões de crédito, ainda era grande a falta de informação entre os lojistas em Londrina. De dez comerciantes consultados pela reportagem, dois disseram que já tinham recebido a visita de representantes de empresas do setor e estudavam a melhor proposta e um já havia tomado a decisão.
Luiz Antônio Costa, caixa do Pátio San Miguel (loja de conveniência), afirmou que o estabelecimento recebeu anteontem uma nova máquina da Redecard, mas o sistema ainda não estava totalmente unificado. ''Até agora (tarde de ontem), só está passando Master, mas a previsão é que ainda hoje a mesma máquina aceite o Visa e demais bandeiras'', contou.
Para atender a demanda de consumidores, Costa disse que a empresa iria precisar de ''cinco ou seis máquinas unificadas'', levando em conta também o setor de disque-entrega. ''Além de agilizar bastante o serviço, esperamos que o novo sistema evite problemas semelhantes ao que enfrentamos nesta semana, quando ficamos quatro dias sem poder aceitar Master porque faltou sinal''. Costa não soube dizer sobre a economia gerada pelo novo sistema e as vantagens oferecidas pela credenciadora escolhida. A reportagem tentou contato com o setor administrativo do Pátio San Miguel, mas não conseguiu falar com a pessoa responsável.
Marcelo Ontivero, diretor comercial da rede Móveis Brasília, informou que ainda estuda as propostas das duas credenciadoras (Redecard e Cielo) que entraram em contato com o grupo nesta semana. Hoje, a empresa trabalha com três maquininhas diferentes para operar com as bandeiras Master, Visa e Hipercard (esta última, apenas em lojas que a rede possui em Santa Catarina). O aluguel mensal de cada uma gira em torno de R$ 100.
Além do fim da cobrança do aluguel, Ontivero espera, principalmente, pela redução das taxas de administração do cartão, que podem chegar a até 5% por transação dependendo da operadora. ''Vamos ficar com quem (credenciadora) oferecer as melhores condições'', disse. Conforme forem as facilidades, Ontivero acredita que poderá haver redução de custos nos produtos ou elasticidade no prazo para os consumidores.
Na rede de supermercados Viscardi, as propostas das empresas do setor de cartão também estão sendo estudadas. ''Neste primeiro momento, o impacto para nós vai ser zero, porque já utilizamos o TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) em nossos caixas, que funciona como um coletor universal para todos os cartões'', explicou o gerente financeiro da rede, Osmar Santos. Ele observou, porém, que as negociações com as operadoras são feitas de forma separada. O Viscardi trabalha com 18 bandeiras diferentes.
''Todas estas mudanças vão trazer competitividade ao setor, semelhante ao que aconteceu com a telefonia no Brasil. Esperamos menores taxas de administração, entre outras melhorias'', disse Santos.

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