Lojistas criticam decisão e funcionários se dividem
Os lojistas do Centro de Londrina ouvidos ontem pela FOLHA foram unânimes em dizer que prefeririam abrir amanhã, durante o feriado, e fechar na próxima segunda-feira, mas os funcionários ficaram divididos com a proposta. Os motivos para os trabalhadores que queriam expediente na data era a chance de vender mais, enquanto os que não queriam deram justificativas como religião, ficar com a família ou indiferença nos lucros.
Gerente da Jorrovi Calçados, Alberto Rocha afirma que não adianta abrir o comércio até 21 horas na véspera sem propaganda para informar o consumidor. "As vendas não estão fluindo e seria melhor fazer a troca para o comércio e para o funcionário", diz. A opinião é a mesma da gerente da loja Dondoka, Edna de Oliveira de Matos. "Está tão fraco que não vamos abrir à noite, mas claro que abrir na sexta seria melhor do que na segunda para as vendas", diz.
Para o supervisor da Tat by Diulli, Murilo Matos, é sabido que o brasileiro deixa as compras para a última hora. "Vendemos bem nos dias que antecedem, mas é no dia 12 que vale a pena", conta.
A funcionária Mariana Paes concorda. "Como vendedora, eu preferiria trabalhar", diz. "Gostaria que ficasse aberto na sexta e fechasse na segunda para poder emendar a folga de domingo e segunda", completa a vendedora Julice Remonte.
Do outro lado, os funcionários Helber Boscolo e Alessandra Lemes preferem folgar no dia 12. "Sei que para o comércio seria melhor, mas é o dia em que todos que conheço estarão de folga", afirma Boscolo. "É bom respeitar o feriado porque é da igreja", completa Heloise de Souza.
Como cliente, a pedagoga Marta Silene Merissi também usou a teoria de que as compras de última hora movimentariam o comércio. "Para a gente, é melhor ter mais um dia para comprar." (F.G.)





