Com a competição das lojas virtuais, diminuiu o número de livrarias físicas em Londrina. Quem insiste no negócio, busca negociar preços com fornecedores e tomar estratégias diferentes para garantir o sucesso nas vendas.
Diretor comercial do Grupo Livrarias Curitiba, Marcos Pedri afirma que foi preciso ajustar o planejamento estratégico e readequar trâmites internos. "Fizemos grandes esforços para ter os produtos certos, na hora certa e no preço certo", diz. Ele cita os 300 mil exemplares de livros para colorir vendidos, nas 24 lojas da marca. "Ao longo do ano, os chamados booktubers, jovens que fazem grande sucesso nas redes sociais, também tiveram ótimas vendas. Investimos nesse perfil de consumidor e felizmente tivemos bons resultados", completa.
O grupo prevê fechar 2015 com crescimento estimado em 5% sobre 2014 e um total de 5,8 milhões de livros comercializados. "Negociamos com todos nossos fornecedores e conseguimos oferecer melhores condições a nossos clientes ao longo de todo ano", completa o diretor das Livrarias Curitiba.
O proprietário do Sebo Capricho, Marcelo Basques, também vende livros novos com estoque em Londrina. Há dois anos a empresa assumiu a estrutura da antiga Bom Livro e obteve sucesso ao aliar a venda de publicações usadas e novas. "Oferecemos edições novas para aqueles títulos que temos dificuldade em conseguir usados e vínhamos sem sentir a crise, até há uns dois meses", conta.
Sem muita margem para reduzir preços, Basques explica que espera por duas situações neste ano. A primeira é que as próprias editoras sinalizem com campanhas promocionais para fortalecer as vendas de novos. Ainda, crê que a venda de usados aumente diante da maior dificuldade de se comprar lançamentos. "A crise não é uma questão cultural, mas do País, e quem tem o hábito não deixa de ler", explica. (F.G.)

Imagem ilustrativa da imagem Lojistas buscam negociação com fornecedores
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