Lojistas apostam em vendas de véspera para aquecer Dias dos Pais
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sábado, 11 de agosto de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
Os comerciantes londrinenses começaram o dia de ontem com a expectativa de bater as vendas do Dia dos Pais de 2011 em 9%. Em meio à queda da inadimplência de 5,7% em junho ante o mês anterior e ao aumento da oferta de crédito, segundo indicadores do instituto Serasa Experian, os lojistas encararam o período de vendas estendido até as 18 horas como determinante para os lucros da data.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) divulgou durante a semana a pesquisa Chiusoli/Acil, feita com lojistas da cidade, e que aponta para expectativa de 9% a mais de vendas em relação ao Dia dos Pais do ano passado. Com o reforço da campanha Londrina Liquida, que começou na última quinta-feira e terminou ontem, a previsão de crescimento em agosto sobre julho é de 11%.
Mesmo com o otimismo do setor, a gerente de loja de roupas Rosangela Schneider, que trabalha no Centro de Londrina, mostrou ontem certo receio de que os negócios de Dia dos Pais não ultrapassem os do ano anterior. ''Deveríamos ter vendido bem a semana toda, então não sei se será melhor, mas a minha esperança é grande'', afirmou.
Rosangela contou que a loja investiu em kits de presentes para os pais e em decoração chamativa, mas que não recebeu o público esperado na quinta e na sexta-feira. ''Talvez tenha faltado divulgação, porque hoje (ontem) estamos com movimento bom desde a manhã'', disse a gerente.
Dia de compras
Os consumidores realmente aproveitaram o sábado para ir às compras. A cartorária Roseli de Figueira saiu com a sobrinha Brenda Sanches, de 14 anos, e a filha Bárbara, de 18, para encontrar presentes para o pai e para o marido. Ela disse que o tempo é restrito durante a semana e que precisou das lojas abertas na véspera para decidir o que comprar. ''Nessas datas, acabo comprando lembranças. Dou presentes melhores no aniversário'', explicou a cartorária.
A gerente financeira Patrícia Sampaio também apelou para a última hora para comprar presentes, mas porque teve um problema de saúde. Ela levou os três filhos, de 5, 8 e 14 anos, para o Calçadão em busca de produtos que fossem úteis e bons. ''Cada um vai comprar o seu e venho ao Centro porque espero encontrar preços menores do que em shoppings'', disse Patrícia.
Sobre o valor médio dos presentes para os pais, os lojistas da cidade esperavam chegar a R$ 102,93, segundo a pesquisa da Acil. Mesmo com tendência maior aos descontos para peças de vestuário de inverno, comerciantes ofereceram promoções até de eletroeletrônicos e de material de construção. O levantamento foi feito somente com associados da Acil de segmentos como calçados, confecções, informática, artigos esportivos, ótica e relojoarias.


