Lojas virtuais voltadas à classe C
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
O comércio virtual para a classe C vem ganhando espaço no Paraná. Comerciantes estão de olho num mercado que movimenta R$ 4,89 bilhões por ano no País. Além disso, empresários e lojistas estão interessados no perfil financeiro deste público com salários de até R$ 4,13 mil, segundo definição da Fundação Getúlio Vargas. Diante de números tão expressivos, dois sites em Londrina aderiram a idéia de atrair estes e-consumidores (consumidores virtuais). As propostas embora diferentes entre si, buscam por caminhos diferentes oferecer preço, comodidade e rapidez para estes consumidores.
O número final de consumidores virtuais em 2008 deve chegar a 12 milhões de brasileiros. Apesar de projeções apontarem um crescimento de 22% no comércio virtual em 2009, especialistas avaliam que haverá um revés neste índice diante da crise atual. ''Ninguém sabe ao certo como vai se comportar o comércio virtual ano que vem'', declara Daniela Satoni Saito, professora de Tecnologia da Universidade do Norte do Paraná (Unopar).
A pesquisadora elaborou um projeto de e-commerce (comércio na Internet) com o objetivo de fazer com que pequenos lojistas tenham expostos seus produtos na internet, por meio de um shopping virtual. A proposta foi apresentada para a Fundação Araucária, órgão do governo do Estado, que liberou verba de R$ 150 mil para a execução.
A estudiosa esclarece que o projeto todo foi elaborado pela sua empresa, a Sagha Software, não havendo vínculo algum com a universidade. ''A partir da pesquisa, detectamos a necessidade de um site para pequenos comerciantes. Como só posso fazer o pedido por uma empresa constituida, resolvi implementar a idéia na minha empresa'', ressalva.
A proposta engloba lojas virtuais de micro empresas que faturam até R$ 246 mil por mês. Os produtos estarão expostos, podendo cotar preços e em seguida executar a compra virtual mediante boleto bancário e cartão de crédito. A manutenção e alterações no site poderão ser feitas pelos próprios lojistas. Daniela explica que o projeto todo visa evitar altos custos para o pequeno empresário. Segundo ela, um site para comércio eletrônico não sai por menos de R$ 4 mil, fora o preço da manutenção mensal. ''Com o shopping virtual os comerciantes não terão este custo'', explicou.
A pesquisadora da Unopar explica que o comércio virtual esteve nos últimos anos restrito as classes A e B. Com o aumento do poder aquisitivo da classe C empresas de tecnologia e o comércio em geral tiveram que se adequar as novas demandas. Segundo ela, as pequenas empresas sentem falta deste canal com o consumidor eletrônico. Este consumidor procura financiamento, bons preços e excelência no atendimento.


