Lojas virtuais ganham confiança do consumidor
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de dezembro de 2013
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
Um estudo realizado pelo Ibope e-commerce, empresa de pesquisa de mercado para o varejo on-line, mostra que quase todos os brasileiros já fizeram uma compra pela internet nos últimos seis meses. O número revela que os consumidores já se sentem mais à vontade para comprar pela web. Entre as vantagens do comércio virtual, os entrevistados citaram a comodidade, preços melhores e maior variedade.
Esta é a primeira pesquisa realizada pelo Ibope e-commerce considerando todas as categorias de produtos vendidos on-line. Para o diretor executivo Alexandre Crivellaro, o alto número de pessoas que fizeram compras pela internet nos últimos seis meses também pode ter relação com o período em que a pesquisa foi feita, que incluiu data como Dias das Mães e Dia dos Pais.
Alguns fatores, entretanto, ainda são apontados pelos compradores virtuais como pontos negativos do e-commerce, como a impossibilidade de ver ou provar o produto, o medo de não receberem a mercadoria e a falta de opção de agendamento da entrega.
Para o diretor executivo do Ibope e-commerce, as lojas virtuais já começam a se preocupar com as questões apontadas pelos consumidores. Entre eles, a entrega programada. "Pouco a pouco, vemos que algumas lojas já oferecem a possibilidade de entrega programada em pouco tempo, outras com prazo muito grande, e outras ainda não oferecem o serviço. O fato é que as pessoas pesquisam os produtos em várias lojas antes de comprar, e a entrega pode ser um fator importante na decisão do cliente. O preço, que era o principal fator em outras pesquisas, já perde para a comodidade."
Também quanto à desvantagem do e-commerce, de o cliente não poder ver ou provar os produtos, as lojas virtuais começam a buscar soluções. "Questões de contato com o produto também estão sendo tratadas em alguns casos, com a presença de uma loja física e em outros casos com a política de troca mais flexível, principalmente para vestuário, o que pode ajudar a minimizar essa sensação de falta de contato com o produto", observa Crivellaro.
A falta de contato com o produto é ainda mais crítica nos setores de moda. A loja de acessórios MyGloss "inaugurou" recentemente sua loja on-line. Nascida de um blog de moda, logo se tornou loja física com o sistema de franquias. Atualmente, existem 25 franquias espalhadas pelo País. "Apostamos muito na integração entre loja e internet", disse Rodrigo Stocco, CEO e founder da MyGloss. A ideia ao iniciar a atividade on-line é aumentar 10% as vendas.
Para o consumidor que mora em locais onde não há franquias, Stocco afirma que a loja disponibiliza fotos em alta qualidade das peças em vários ângulos, assim como fotos de uma modelo vestindo o acessório e descrição detalhada do produto. Se não gostar da peça, o comprador tem 30 dias para a troca e o Correio vai até a casa para buscar o produto. "Dependendo do caso, arcamos com o custo do frete na troca", afirma o diretor-executivo. Segundo Stocco, o tíquete médio do cliente que compra pela internet é maior do que de quem compra pelas lojas físicas.
Vale lembrar que, dentro do prazo de sete dias do recebimento do produto, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que o comprador pode exercer o direito de arrependimento, devolver o produto ao fornecedor e ter o pagamento restituído.


