Lojas pequenas são tendência do comércio
A tendência do comércio atual pode ser traduzido em apenas um fator: lojas menores, com custos operacionais mais baixos. Essa é a avaliação da coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual Londrina (UEL), Maria Luiza Fava Grassioto, doutora em Espaços Comerciais. Para o seu trabalho de doutorado ela pesquisou o assunto em cerca de 20 shoppings de São Paulo e nos 2 maiores de Londrina.
Segundo ela, atualmente, a rotatividade das lojas instaladas em shoppings é alta devido aos espaços, que são muito grandes. ''O tamanho ideal é de 4 ou 5 metros porque têm um custo menor. Os quiosques vêm crescendo dentro desses empreendimentos porque são pequenos e, portanto, mais baratos e vendem produtos de qualidade'', comenta. Maria Luiza diz ainda que nos shoppings da cidade esse movimento já está acontecendo.
''Em São Paulo, nos shoppings do centro há muitas micro lojas e a grande maioria dos frequentadores vão a pé. Mas esse não é o caso do Shopping Catuaí, por exemplo, onde mais de 80% dos clientes vão motorizados. Em geral, os consumidores do comércio do centro da cidade têm renda mais baixa do que os do shopping e não vejo nenhum problema no monte de loja em um mesmo local'', diz a professora.
A única ressalva que ela faz quanto ao novo camelódromo da cidade é quanto às mercadorias que serão comercializadas no local. ''Essas lojas não podem ficar na ilegalidade porque podem ser transformadas em 'moquifos', mas se forem vendidas mercadorias de qualidade e legais não há problema nenhum'', avalia. (F.M.)





