Cláudia Lopes
De Londrina
A loja de produtos infantis Mirex e a empresa de calçados Bolivar, de Londrina, vão requerer licença para funcionarem em horário especial na próxima semana. Até o final da tarde de ontem, a gerência de concessão e fiscalização de alvarás da prefeitura municipal havia recebido apenas consultas telefônicas de empresários interessados em obter a licença. ‘‘Por enquanto, ninguém entrou com o pedido’’, disse o técnico de planejamento da gerência, Edelcio Roberto Palhares.
A autorização para o comércio londrinense funcionar nos mesmos horários das lojas de departamento foi divulgada com exclusividade anteontem pela Folha. Pela sentença concedida pelo juiz da 4ª vara cível de Londrina, Jefferson Alberto Johnsson, a prefeitura não pode mais negar os pedidos de alvarás das empresas que solicitarem o funcionamento de segunda à sexta-feira das 8 horas às 19 horas e, aos sábados, das 9 horas às 18 horas. A sentença foi publicada no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira.
O sócio-proprietário da Mirex, Fernando Nonino, pretende obter a licença para abrir três lojas do centro já no próximo sábado. Por causa da ampliação do horário, a empresa deve contratar entre 9 e 12 funcionários. ‘‘Não sei se vamos seguir exatamente o horário das lojas de departamento. Com certeza, funcionaremos aos sábados até às 16 horas’’, afirmou.
Nonino acredita que haverá incremento nas vendas por causa do horário especial. ‘‘Depois que começamos a funcionar aos domingos no shopping Catuaí, as vendas da loja aumentaram entre 20% e 22% por mês. Aos sábados, o movimento é ainda maior porque recebemos consumidores de toda a região’’.
O diretor da Bolivar, Luiz Hamilton Fonseca, também terá que abrir novas contratações por conta da mudança. ‘‘Ainda não fiz os cálculos mas vou precisar aumentar o número de empregados’’, antecipou. O gerente da Riachuelo, Antonio Sampaio de Andrade, disse que as vendas cresceram cerca de 22% depois que a loja passou a funcionar aos sábados no horário especial. ‘‘Também tivemos que contratar 17 pessoas’’.
O município tem prazo até o próximo dia 11 para apelar. O procurador jurídico da prefeitura declarou, através de sua assessoria de imprensa, que está analisando o processo e que só vai se manifestar nos autos do processo.