Lojas oferecem cursos básicos de trico e crochê
Para quem se propõe a aprender a fazer peças em lã e outros tipos de artesanato as lojas do setor oferecem cursos gratuitos - o custo é o de adquirir os fios na loja. Dilva Castilho é uma das instrutoras da A Tricolândia e garante que há muitas peças rápidas e fáceis para confeccionar. A maior procura das alunas, segundo ela e por modelos que podem ser combinados com outros, se o clima esquentar. ''Como aqui não faz muito frio, as pessoas confeccionam mais cachecol, capinhas, estolas e boleros que estão na moda'', diz a professora. Também há procura por lãs tradicionais, mas em menor escala.
As aulas e dicas são requisitadas para vários fins. ''Vem muita gente de fora, que dá cursos em cidades da região, até pessoas que mandam peças para o exterior para vender'', conta Dilva. Muitas das alunas vêm aperfeiçoar os conhecimentos anteriores e tirar dúvidas com a professora.
Edith Grosskreutz é uma delas. Já fez peças em tricô para o primeiro neto, com gorro de marinheiro e cachecol, e confecciona peças para a segunda criança de sua filha, que mora em Londres. É a primeira vez que faz enxoval completo, e pretende confeccionar, inclusive, um móbile de crochê, com lãs, argolas e fitas.
O gosto pelos trabalhos manuais ela herdou da avó alemã, que fazia tricô para a família. ''Sempre tem quem queira continuar essa tradição'', diz Edith. Além de verificar as novidades, ela vem tirar dúvidas com Dilva. ''A cada aula eu aprendo pontos diferentes'', comemora. Elogiada pelos trabalhos que fez para a filha, ela se sente orgulhosa de sua produção. ''As coisas antigas temos que valorizar. A produção das peças demora um pouco, mas adoro quando está tudo prontinho. É muito bom'', diz Edith.
Para Dayse Orsi a confecção de peças em tricô é puro prazer. ''Eu gosto, é uma terapia'', comenta. A produção é pessoal, somente para amigas, parentes, e pessoas próximas. Entre suas preferências, está a de fazer roupinhas para crianças, como o enxoval em que está trabalhando no momento, para uma amiga da filha. ''Nunca paro'', diz Dayse. Há encomendas de roupas de nenê o ano todo. ''Já fiz cada coisa para criança...'', elogia-se. Ela também procura se atualizar com as novidades e costuma tricotar para a neta, que estuda em São Paulo e sempre traz modelos novos para a avó fazer. (L.A.S.)





