Lojas Dudony não prevê demissões
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Giancarlo Franquini<br> Especial para a FOLHA 
A diretoria da rede de lojas de móveis Dudony, com sede em Maringá, informou que não há previsão de fechamento de estabelecimentos e demissões dentro do grupo. A intenção agora é organizar um plano de trabalho para superar a crise financeira e dar continuidade a suas atividades em todo Estado. Com 20 anos de operação, a rede tem 110 lojas, das quais 99 no Paraná e 11 no interior do Estado de São Paulo, e faturou no ano passado R$ 357 milhões. Hoje tem mil funcionários.
De acordo com o assessor jurídico da empresa, Cleverson Marcel Colombo, os salários estão em dia e o 13º salário de todos os funcionários já foi pago. A intenção da empresa é continuar operando normalmente junto a seus clientes em todos seus pontos de venda. ''Venda ao consumidor final não muda, o cliente pode comprar com toda tranquilidade'', afirmou.
Na sexta-feira, a Duduny entrou com um pedido de Recuperação Judicial junto a 1 Vara Cível de Maringá. O pedido foi feito para que a empresa ganhe prazo para renegociar suas dívidas que somam R$ 104 milhões. Segundo Colombo, o objetivo é viabilizar a superação crise econômica, mas preservar a continuidade no negócio.
Com a apresentação do pedido de recuperação, a Dudony tem agora 60 dias de prazo para apresentar um ''plano de recuperação judicial''. Nesse plano, a empresa terá de demonstrar como irá honrar seus compromissos. Colombo informou que diretoria já iniciou os trabalhos nesse sentido.
O corte no crédito pelas instituições financeiras foi apontado como principal fator para a apresentação do pedido de concordata. A crise financeira mundial influenciou na redução dos limites de crédito. Isso gerou problemas no capital de giro da empresa. Os maiores credores da Dudony são fabricantes de eletrodomésticos e móveis e alguns bancos.
Com a notícia do pedido apresentado pela Dudony, vários de seus fornecedores já teriam se mostrado solidários à empresa e com o compromisso de não cortarem o fornecimento de seus produtos durante esse período.
Fundada no fim dos anos 80 pelo ex-vendedor Antonio Donizete Busiquia, a empresa nunca teve uma administração profissionalizada, segundo fontes do mercado. Mas, recentemente, traçou um ousado plano de expansão, lastreado em recursos próprios, e descapitalizou-se. Nos últimos tempos, passaram pela companhia consultorias especializadas em reestruturação, cujos planos não foram bem sucedidos, diz a fonte. (Com Agência Estado)


