Lojas do centro ficaram lotadas no feriado
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Quem 'ousou' fazer compras no comércio de Londrina, ontem, voltou para casa com a certeza de que os lojistas aproveitaram bem o feriado. Durante todo dia, o movimento nas ruas e calçadas do centro da cidade foi intenso. Escolher uma mercadoria num dos estabelecimentos da Rua Sergipe, por exemplo, não foi tarefa das mais fáceis. Primeiro, porque os ônibus circularam em horário especial e, segundo, porque a maioria das lojas estava realmente lotada.
Um dos atrativos da Sergipe é, com certeza, a decoração natalina que agradou em cheio os consumidores. Segundo Carlos Morilla, proprietário de uma loja de cosméticos, a iniciativa foi de 22 lojistas instalados entre a Avenida São Paulo e Rua João Cândido. Eles gastaram R$ 20 mil com enfeites, seis seguranças particulares e com o Papai Noel, que permanecerão no local até o dia 24. ''Começamos a discutir o assunto em outubro e, hoje, podemos dizer que somos a estrela desta rua'', disse o comerciante que estimava um aumento de 20% nas vendas de ontem em relação aos dias anteriores. Tanios Jamil Abou Faissal, que também coordenou o grupo, compara o movimento desse feriado a uma semana inteira de janeiro.
A loja de calçados de Eduardo Ajita era uma das mais requisitadas da Sergipe. No entanto, ele disse que o movimento estava dentro do previsto para esta época do ano. De acordo com Ajita, por enquanto a previsão é que o balanço do mês seja igual ao mesmo período de 2002. ''Caso não houvesse expediente hoje, com certeza, o resultado final seria prejudicado'', avaliou.
As donas de casa Marcia Fernanda Marcelino e Amanda Priscila de Souza Oliveira ficaram surpresas com o fluxo de pessoas e com o preço das mercadorias. Elas esperavam que o movimento fosse maior durante à noite e que houvesse mais negociação. Outra descontente era Elisie Pereira, que gerencia uma loja de confecções femininas. Para ela, a polêmica em torno da abertura do comércio no aniversário de Londrina derrubou suas vendas em 30%. ''Houve pouca divulgação'', explicou.
A balconista Eliane Cordeiro Schiavoni disse que ficou sabendo da novidade somente ontem de manhã. ''Não estava preparada, mas vou aproveitar para fazer pesquisas'', completou. David Dequêch Neto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), rebate as críticas ao citar as inserções comerciais da campanha Londrinatal na mídia.


