As divergências entre o Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval) e o Sindicato dos Empregados no Comércio chegaram ao fim com a assinatura da convenção coletiva da categoria na última segunda-feira, que estabelece a abertura das lojas dois sábados por mês até às 18 horas. ''Acho que agora as duas partes se acertaram. Para nós ficou bom dois sábados por mês até às 18 horas'', diz o gerente do Descontão, no Calçadão, Antonio Verza Filho.
Segundo ele, a maioria dos trabalhadores já recebeu o pagamento nos dois primeiros sábados. ''A gente vai vender para quem recebe no final do mês e, no segundo sábado, vamos pegar quem recebeu depois do quinto dia útil'', prevê Verza. Já a comerciária Adriana Silva acha que no primeiro sábado o movimento vai ser fraco. ''No segundo sábado vai vender melhor porque o pessoal já recebeu, mas no primeiro acho difícil quase ninguém recebe nesta data'', completa ela, que trabalha há oito anos no comécio.
A expectativa do gerente da Damyller, também no Calçadão, Jean Carlo Nurenberg, é de boas vendas no dois sábados. ''Acho interessante o acordo e o consumidor terá mais tempo para fazer compras. Para o funcionário também é positivo porque vai ganhar horas extras e aumentar a comissão'', afirma ele, informando que a loja vai trabalhar aos sábados com o quadro atual de funcionárias.
A comerciária Karine Prado, 22 anos, acha que não compensa trabalhar em dois sábados por mês. ''Por um lado ganha hora extras, mas é mais cansativo. Prefiro ficar em casa descansando com a família'', diz Karine. Outras duas funcionárias da mesma loja têm opinião semelhante. Elas acham que após às 15 horas, nos sábados, o comércio na área central ''morre''. ''O movimento é mais forte na parte da manhã. A tarde é fraco'', comentou uma delas.
O presidente do Sincoval, Uzier de Carvalho, disse que a classe patronal queria o comércio aberto todos os sábados até às 18 horas, principalmente as lojas de departamentos que hoje enfrentam a fiscalização e permanecem abertas com base em liminares na Justiça. ''Os lojistas menores ficaram contentes com dois sábados, portanto acreditamos que o acordo agradou a maioria dos comerciantes''.

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