Lojas divergem sobre vendas
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terça-feira, 08 de outubro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A realidade no varejo londrinense de motos não reflete os números da Abraciclo. Na Kallas, concessionária Honda, as vendas neste ano estão entre 8% e 10% acima das do ano passado, segundo o gerente comercial, Valdecir Scarcelli. E poderiam estar melhor ainda não fosse a greve dos bancários. "Apesar de as financeiras estarem trabalhando normalmente para fazer financiamentos, a greve atrapalha as pessoas que precisam sacar dinheiro para dar a entrada", afirma.
Segundo ele, os bancos estão mais flexíveis na concessão de crédito, fato que impulsiona os negócios. "Já houve momentos em que, de 10 cadastros, os bancos aprovavam só dois. Agora estamos conseguindo aprovar metade", alega.
Sérgio Alexandre Calizotti, da Megamotos, diz exatamente o contrário. "As financeiras estão travadas, não liberam nada. O cliente tem de ter um perfil muito bom e renda muito alta para conseguir financiamento", declara. Para ele, o mercado de motos está "só caindo".
Calizotti ressalta que o mau momento fez a loja deixar a bandeira Suzuki e tornar-se multimarcas. "Desde o ano passado, as vendas caíram mais de 30%", declara.
Na Dani Motos, cujo veículo mais barato custa R$ 20 mil, as vendas estão "na média", segundo Daniele Valério. "Na comparação com o ano passado está igual. Esperamos que os negócios aqueçam em novembro e dezembro, os dois melhores meses para nós", conta.


