Agência Folha
As lojas de materiais de construção estão passando por uma fase de reestruturação no Brasil. Elas estão aumentando seus serviços, oferecendo cursos e fazendo parcerias com bancos para que o consumidor tenha facilidade em financiar suas compras. A vinda dos hipermercados estrangeiros contribui para a implantação da cultura da bricolagem - o termo francês para o ‘‘faça-você-mesmo’’. Para Felix Fernandez, diretor-geral da Leroy Merlin, no Brasil, as lojas com esse conceito estão sendo bem-recebidas pelo consumidor e pelos profissionais.
Apesar do conceito da bricolagem não ser ainda tão popular no país, Sérgio Bandeira, diretor de compras da Castorama do Brasil, acredita em sua
difusão devido aos custos e aos problemas com mão-de-obra. ‘‘Em alguns
casos, a mão-de-obra custa o dobro do valor do produto’’, afirma. Mão-de-obra é um dos focos de atenção da Anamaco, a associação nacional das revendas. Ela fechou este mês um acordo com a Força Sindical e empresas do setor, para o treinamento de eletricistas, pintores, encanadores e assentadores de revestimento cerâmico. ‘‘Vamos deixar nas lojas um cadastro de profissionais treinados. Assim, o consumidor leva o serviço completo , afirma Claudio Conz, presidente da Anamaco.
Alguns bancos também já perceberam o nicho das reformas. A Carta de
Crédito para materiais de construção, da Caixa Econômica Federal, financia até R$ 7 mil (100% dos custos de materiais e 15% de mão-de-obra), com prazos de até oito anos.
O BankBoston financia até R$ 100 mil ou 40% do imóvel dado como garantia. ‘‘Já emitimos 250 financiamentos em três anos’’, afirma Fernando Cruz,
diretor de recursos imobiliários e poupança do BankBoston. O banco exige um orçamento detalhado e uma planta do imóvel a ser reformado.

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