Os consumidores de Maringá, Ponta Grossa e Cascavel levam uma vantagem em relação aos de Londrina. Eles podem deixar para fazer suas compras todos os sábados à tarde. Nos três municípios, além dos shoppings, as lojas de rua também funcionam nesses horários.
Em Londrina, o comércio de rua só pode abrir nos primeiros sábados do mês. Empresários e sindicato dos empregados reacenderam o debate para tentar chegar a um acordo e tornar o horário mais flexível.
Em Maringá, os sindicatos patronal e de trabalhadores do comércio chegaram a um acordo. Metade dos empregados trabalham dois sábados por mês de manhã e à tarde, mas em compensação são dispensados nos dois outros. ''Esse rodízio já existe há algum tempo e funciona bem'', afirma o presidente do sindicato patronal (Sivamar), Amauri Donadon Leal.
Ele explica que, na cidade, existe uma lei municipal que deixa a cargo de trabalhadores e patrões decidirem sobre flexibilizar ou não o horário de trabalho. ''Desde que a CLT seja obedecida, os acordos podem ser realizados. A receita é o diálogo entre as partes'', afirma.
Em Cascavel, segundo o presidente do sindicato dos comerciários (Sindec), Paulo Roberto Morais, o comércio funciona aos sábados até às 17 horas há mais de cinco anos. ''Todas as lojas podem ficar abertas até esse horário. Mas existem muitas que preferem fechar às 13 horas'', afirma. Ao trabalhador, a convenção coletiva garante o direito de folgar um sábado por mês.
Ele conta que, para chegar a este acordo, houve muita polêmica entre os sindicatos. E que lojas de rede tentam até hoje a abertura também aos domingos. Morais lembra que a lei federal 11.603, de 2008, dá essa possilidade. Mas que, de forma geral, nem mesmo os comerciantes estão dispostos a isso. ''97% deles são contrários'', alega. Amparadas por acordos sindicais ou decisões judiciais, algumas tradicionais lojas de departamentos funcionam em Cascavel em dois domingos por mês.
Já em Ponta Grossa, o comércio abre todos os sábados das 8 às 18 horas. ''Praticamente todas as lojas do centro estão funcionando durante esse horário'', conta Rafael Ribeiro, do sindicato patronal da cidade, o Sindilojas. Ele afirma que, quando querem funcionar aos domingos, as lojas entram em contato com a entidade, que negocia com o sindicato dos empregados. ''Em 80% dos casos, a gente consegue chegar a um acordo'', alega.

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