As 26 concessionárias de carros importados de Curitiba estão otimistas em relação as vendas até o final deste ano. Apesar do pacote econômico ter atingido praticamente todos os setores da economia, as empresas que vendem os importados acreditam que não vão ser atingidas pela retração do consumo. ‘‘Trabalhamos muito com a classe média e alta e a redução das vendas está se concentrando mais nos populares’’, afirmou o presidente da Associação das Concessionárias Autorizadas de Veículos Importados no Paraná (Acavipar), Luis Antonio Sebben.
Para provar que o otimismo não é exagerado, Sebben mostra números de vendas. As concessionárias que estão expondo até este domingo os carros no 1º Salão do Automóvel Importado de Curitiba venderam até a tarde desta sexta-feira 58 carros. As vendas totalizam R$ 2,8 milhões. O Salão do Automóvel começou na quarta-feira. ‘‘O resultado supera a expectativa’’, afirma Sebben. A meta dos revendedores é chegar a uma venda de R$ 11,5 milhões até este domingo, quando termina o Salão do Automóvel.
A Acavipar acredita que 30% do faturamento venha após o término da feira, quando os clientes vão até as lojas para comprar os modelos que estavam expostos. O salão do automóvel apresenta tanto os lançamentos quanto os carros novos e seminovos. Há os carros populares, que estão na faixa de preço de R$ 15 mil, até os mais sofisticados. Um dos modelos mais caros é um Porsche Carrera 911, que tem preço de R$ 205 mil. O Jaguar XK8 tem preço que varia de R$ 107 mil a R$ 185 mil.
Sebben diz que a preferência pelo importado se deve ao aumento do preço dos carros nacionais. A indústria automobilística nacional precisou repassar para o preço final dos carros o aumento da taxa de juros, que chega a representar um acréscimo expressivo, de até 8%, no preço final dos carros.
‘‘Nós mantivemos os preços dos importados, porque temos o financiamento internacional’’, afirmou o presidente da Acavipar. Como os juros no mercado internacional se mantiveram estáveis não há necessidade de repassar qualquer tipo de aumento para os carros.
O mercado automobilístico está com uma superoferta de automóveis. As empresa não encontram consumidores, que se assustaram após a enxurrada de informações e orientações para adiamento das compras. A indústria automobilística nacional, que trazia carros da Argentina para suprir a demanda brasileira, já reviu sua política. Desde a crise mundial nas Bolsas de Valores, o Brasil reduziu a importação dos carros argentinos. A meta agora é escoar a produção, que está parada nos pátios das montadoras em todo o País.

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