Lojas de brinquedos esperam vender 15% mais na 'reta final'
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
Cláudia Lopes <br> De Londrina 
O consumidor deixou para comprar os presentes do Dia das Crianças às vésperas da data, nesta sexta-feira, dia 12. Diretores e gerentes de empresas de Londrina que comercializam brinquedos esperam uma corrida às lojas hoje e amanhã. Alguns prevêem aumentos de 15% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do tempo curto para a 'recuperação'.
O diretor geral do Carrefour em Londrina, Manoel Boff Mengue, disse ter vendido até agora 5% mais do que em 2000. ''Mas o incremento de negócios deve chegar a 15%'', aposta. Os brinquedos mais vendidos no Carrefour custam entre R$ 20 e R$ 50. ''Mas temos no estoque produtos que custam até R$ 180.''
Mengue afirma que os preços estão mais baixos do que no mesmo período do ano passado. ''Alguns produtos sofreram reduções de até 15%. A boneca Filózinha, que custava R$ 39,90, custa R$ 24,90 neste ano'', exemplifica.
A loja do Carrefour em Londrina conta com 800 itens no setor de brinquedos e um estoque 15% maior do que o de 2000. ''Temos uma grande linha de importados porque, quando as compras foram feitas, o dólar ainda não havia disparado'', informa o diretor da rede.
A Lojas Americanas também prevê um aumento de vendas de 15% em comparação com o ano passado. Dos três mil itens vendidos pelo grupo, 500 são importados. Os brinquedos mais procurados custam até R$ 50. Segundo a assessoria de imprensa da Americanas, alguns dos produtos mais vendidos são: a Hora de Papá da Eliana (Estrela), cujo preço é R$ 29,80; a Barbie Capri Noite ou Chic, que custa R$ 18,90 e a Fábrica de Pipoca da Eliana (Glasslite), que custa R$ 49,99.
Alguns presentes disponíveis no mercado brasileiro, no entanto, podem custar mais do que um eletrodoméstico. Uma casinha de boneca da Bandeirantes, por exemplo, custa cerca de R$ 1 mil na PB Kids, do Shopping Royal. ''Mas temos opções para todos os bolsos'', diz a gerente da loja, Edilene Balzanello. Os mais vendidos, segundo ela, custam em média R$ 50. Edilene espera um ótimo movimento na PB Kids hoje. ''O brasileiro sempre deixa para última hora.''
A professora Edna Medeiros, que tem dois filhos com quatro e seis anos de idade, ainda não comprou os presentes. ''Estou namorando alguns brinquedos. O problema maior é a falta de dinheiro. Até quinta-feira eu decido o que comprar'', afirmou.
A diarista Rita Mendes já resolveu o 'problema' dos presentes. Ela comprou um caminhão de montar de R$ 7,90 e um tabela de basquete por R$ 14,90. ''Gastei demais, mas era o que meus filhos queriam. A tabela, por exemplo, será o presente das minhas crianças maiores'', contou.
Segundo previsões da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), o setor de brinquedos deve crescer 8% neste ano em relação a 2000, atingindo um faturamento de R$ 922 milhões.


