Loja de conveniência reforça renda dos postos
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sábado, 05 de junho de 2004
Betânia Rodrigues<BR>Reportagem Local 
O tempo escasso é o principal aliado das lojas de conveniência que a cada dia são mais numerosas no Brasil. Na opinião de Roberto Fregonese presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sindicombustíveis/PR) elas vieram para ficar num caminho sem volta. ''A redução na margem de lucro dos combustíveis obrigou o empresário a buscar outras fontes de renda e os serviços agregados aos postos atenderam essa necessidade. A loja de conveniência é apenas um deles. Conforme a região, talvez seja mais interessante uma floricultura, um caixa eletrônico, um restaurante, uma farmácia, uma locadora ou a mescla de vários''.
De acordo com dados da Epr Wise Systems Comércio e Consultoria Ltda contratada pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), a região Sul é a segunda em quantidade de lojas de conveniência com mais de 30% do total. Comparada às demais, ela só perde para a região Sudeste que detém quase 48% dos empreendimentos. ''Em nome da geração de emprego e renda, até a legislação foi adaptada'', completou Fregonese.
O Sindicombustíveis/PR não soube informar quantas lojas de conveniência funcionam no Estado e qual o índice de crescimento do setor, mas, segundo seu presidente, menos de 20% dos empresários do setor ainda não aderiram a essa tendência. ''Creio que, nos próximos dois anos, não haverá um posto sem algum serviço agregado. Aquele que resistir ao processo está fadado à falência'', resumiu.
Uma das maiores preocupações para quem trabalha no setor é a segurança. O medo de assalto obriga Nilson de Lima gerente do Posto Vip, em Londrina a fechar sua loja de conveniência às 23 horas. O mesmo acontece com Claudio Nicola Junior, proprietário da loja de conveniência anexada ao Posto Mediterrâneo, também em Londrina. ''Depois das 21 horas, o movimento de carros 'morre' nessa região'', disse Junior, que prefere colaborar com o sossego da vizinhança a transformar seu comércio num point da moçada. ''Eles não gastam nada e só dão trabalho'', explicou. Lima, por sua vez, acredita que lucraria mais se pudesse abrir 24 horas e diversificar o leque de produtos.
A vendedora Rosana Domingues frequenta esse tipo de estabelecimento duas a três vezes por semana à procura de alimentos, bebidas e remédios. ''Além de ficar perto de casa e do trabalho, posso pagar somente no final do mês'', justifica. Para o mototaxista Pedro Azoni, a praticidade da loja de conveniência é a maior vantagem dessa categoria. Por outro lado, o preço é a principal desvantagem. ''Só recorro a elas quando é estritamente necessário'', afirmou. Assim como a maioria dos clientes de lojas de conveniência, a comerciante Neusa Ferro Gehring aproveita o momento de abastecer o carro para comprar algo que falta em casa. ''Na estrada ou na madrugada, esse tipo de loja ajuda bastante'', arrematou.


