Se a venda das lâmpadas fluorescentes é satisfatória para grande parte das empresas que comercializam o produto, poucas se preocupam com o que fazer no momento do descarte das lâmpadas vendidas ao consumidor. Das mais de 50 empresas que atuam no setor de equipamentos elétricos em Londrina, poucas ainda realizam a conhecida logística reversa, ou seja, recebem as lâmpadas fora de uso de volta e encaminham para a reciclagem ideal.
Marcio Garcia é sócio-proprietário da Eletro Ville. Ele considera importante aplicar a logística reversa em sua empresa, por isso, para cada lâmpada fluorescente que vende, ele recebe de volta uma ''queimada''. Caso seu cliente não compre nenhuma lâmpada, Garcia cobra R$ 0,50 centavos no retorno, que nada mais é que o valor do serviço realizado pela Bap Light. ''Vendemos cerca de duas mil lâmpadas por mês, mas recebo apenas 400 de volta para enviar à reciclagem. Até o momento, ainda ofereço este serviço aos clientes, mas quando o volume aumentar, não vou ter como absorver. Os consumidores devem se concientizar e ter o compromisso com o meio ambiente'', salienta Marcio.
Como ainda não há leis federais que punam quem joga o produto no meio ambiente, a fiscalização ainda é ineficiente. ''Existem empresas que armazenam as lâmpadas, mas não sabem o que fazer com elas. O problema é que se forma um passivo ambiental, que pode acabar em acidentes'', retrata Samira Baptizaco, empresária da Bap Light, que realiza um trabalho de conscientização ambiental sobre o assunto em algumas empresas de Londrina. (V.L.)

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