São Paulo - Estudo elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com base em dados de 2000, aponta que o custo de produção da soja no cerrado brasileiro é, em média, 23% mais baixo do que no Meio-Oeste americano. Mas as dificuldades logísticas com a falta de ferrovia e as estradas mal conservadas fazem com que a soja brasileira agregue custos e chegue ao porto de Roterdã, na Holanda, com custo apenas 7% abaixo do produto americano. Nos EUA, as hidrovias transportam 61% da soja em distâncias acima de mil quilômetros; 23% fica por conta das ferrovias e apenas 16% por rodovias. No Brasil, segundo dados do governo federal de 2000, 80% do transporte de soja é feito por rodovias; 14,8% por ferrovias e 4,2% por rios.
Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot) mostra que o País desperdiça US$ 70 milhões com o transporte das fazendas aos portos por caminhão. Com a utilização de trens e barcos, o Brasil poderia economizar US$ 44 milhões com frete e US$ 26,69 milhões com combustível. Ou seja, somente com frete, o custo poderia cair 60%.

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