Curitiba Orientar médios e pequenos produtores rurais e exportadores iniciantes a fazer a gestão dos seus negócios da melhor forma, diminuindo os custos. Esse foi o objetivo do III Seminário CBL Soja - Edição Logística que, pela primeira vez, teve o Paraná como sede. O evento discutiu ontem a gestão da logística no agronegócio. Questões como armazenagem dos grãos, transporte rodoviário, ferroviário e marítimo e mercado da soja foram abordadas.
''A intenção é mostrar para o agricultor como transportar sua produção de um ponto a outro com o menor custo possível no menor tempo. Ainda mais com a queda do preço da soja'', explicou o gerente-geral da Companhia Brasileira de Logística (CBL), Washington Viana. Ele acredita que, em função do baixo preço da soja, a comercialização deve ser mais lenta esse ano.
O transporte é uma das partes que mais onera o produtor. Por isso especialistas explicaram aos produtores e exportadores como negociar o frete para transporte da safra, qual a melhor época para isso e falaram até sobre fretamento de navios.
A questão da infra-estrutra também foi discutida. Segundo o especialista no assunto, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Douglas Tacla, a melhor maneira de evitar as grandes filas de caminhões que se formam todos os anos em direção ao Porto de Paranaguá seria melhorar a estrutura e acesso a outros portos brasileiros. ''Uma saída é desenvolver um projeto de escoamento de grãos no porto de Santos, que recebe pouca carga desse tipo hoje. E melhorar o acesso a outros portos, como no Pará, para escoar a produção de Estados com o Mato Grosso, por exemplo'', explicou. Tacla afirmou ainda que seria possível aumentar o transporte ferroviário em direção a Paranaguá, o que otimizaria a movimentação de cargas.
O problema de armazenagem, que deve se sobressair nessa safra já que muitos produtores vão esperar para vender os grãos por causa do baixo preço, foi discutido pelo diretor da linha de negócios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Pedro Beskow. ''Queremos concretizar o acordo com o porto para transformar nossos armazéns em área retro-portuária em Ponta Grossa'', afirmou.

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