Os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão o projeto de lei 208/2012, que transforma em Zona Industrial 2 (ZI2) um terreno de propriedade da LOG Commercial Properties, localizado no entroncamento da BR-369 com a PR-445. Se confirmada a aprovação em segundo turno amanhã, a empresa irá construir no local um Centro Logístico. Representantes da LOG estiveram ontem na Câmara Municipal e confirmaram investimentos de cerca de R$ 100 milhões em Londrina e a geração de 2,4 mil empregos.
A mudança é necessária porque o atual zoneamento da área é Comercial 5 (ZC5), no qual só podem ser construídos prédios com até 9 metros de pé direito. E a empresa alega que precisará de 15 metros. A Prefeitura e o próprio Conselho Municipal da Cidade (CMC) já defendiam esta alteração no projeto da nova Lei de Zoneamento que começou a tramitar na Casa em 2011 e foi arquivado no início deste mês.
Representando a LOG, o empresário londrinense Luiz Guilherme Alho da Silva disse aos vereadores que a empresa comprou o terreno acreditando que a mudança seria feita. Como a nova Lei de Zoneamento demorava para ser votada na Casa, a Prefeitura encaminhou o projeto 208 para fazer a alteração pontual. "A proposta recebeu pareceres favoráveis do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina). O Conselho (CMC) também deu parecer favorável depois que a LOG apresentou a contagem do tráfego no local", afirmou.
O empresário também disse que a empresa se comprometeu por escrito a executar as medidas mitigatórias exigidas pelo Município e pelo CMC, entre elas a construção de um barracão para reciclagem e de uma via marginal na BR-369, bem como a fazer a compensação de carbono, plantando 1,5 mil árvores na cidade.
A gestora executiva da LOG, Geralda Cornélio, de Belo Horizonte, disse aos vereadores que assim que o projeto for aprovado em segunda discussão a empresa irá começar a construir sua sede no local.
O vereador Joel Garcia (sem partido) foi o único a discursar contra o projeto de lei. Ele lembrou da denúncia feita pelo advogado Ronaldo Neves ao Ministério Público, segundo a qual, a LOG estaria pleiteando a mudança para aproveitar melhor a área. Em ZC5, os empresários precisam doar 35% do terreno para a Prefeitura construir equipamentos públicos. Já, em zona industrial, esta reversão é de apenas 5%.
A denúncia ainda não foi analisada pelo Ministério Público.
Além de Alho, acompanharam os representantes da LOG à Câmara os presidentes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Gerson Guariente, e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), Nelson Brandão.

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