As locadoras de Londrina defendem o projeto Frota Verde que entrou novamente em discussão, através de um documento preparado pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) e Federação dos Plantadores de Cana do Brasil.
O estudo mostra a trajetória decadente do álcool e propõe alternativa para o Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. A defesa do projeto é simples e direta: todos ganham com o Frota Verde. Primeiro as locadoras.
Comprando veículos a álcool com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (sobre Circulação de Mercadorias), como propõe o documento, as locadoras teriam condições de se fortalecer no mercado e acabariam recuperando o Proálcool e estimulando o turismo e a geração de empregos. A isenção de IPI e ICMS é a mesma concedida aos taxistas.
Um dos pontos básicos é este, inclusive: posicionar melhor as locadoras dentro dos projetos nacionais de fomento ao turismo. Praticamente sem essa frente de trabalho, o aluguel de veículos gera 16 mil empregos diretos e 48 mil indiretos. É o que informa o presidente da Abla, Antonio Cláudio Resende, em contato por telefone com a Folha de Londrina. Já o faturamento do setor no ano passado foi de US$ 880 milhões. Poderia ser mais.
Se o carro é o principal custo das locadoras, as locadoras querem a redução desse custo. Resende fala que as 1.100 empresas de locação do País trocariam facilmente os cerca de 80 mil carros a gasolina por veículos a álcool. Isso em 12 ou 18 meses, período normal de renovação da frota. O retorno para a indústria e a rede de distribuidores de veículos viria, portanto, a curto prazo.
Além de contribuir para a revitalização do programa nacional do álcool, o Frota Verde forçaria para baixo o preço da locação de veículos. Bom para o usuário, o turista. Mais acessível, o serviço provocaria a geração de riquezas e automaticamente a abertura de novos postos de trabalho - raciocina Resende, o defensor nº 1.
Segundo ele, com uma frota de carros de aluguel movida a álcool, a indústria automobilística e os produtores de cana teriam um mercado consumidor com capacidade para renovação anual e ampliação da frota. Resende tira outra ainda do projeto: ‘‘Os carros usados, descartados pelas locadoras, ficam circulando no mercado; numa dessa, a frota nacional e o consumo de álcool combustível podem crescer muito no País. É uma tendência.’’

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