Locadoras de veículos faturaram quase 10% mais em 2012
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quarta-feira, 08 de maio de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O mercado de locação de automóveis fechou 2012 com um faturamento de R$ 6,23 bilhões no Brasil, crescendo 9,88% na comparação com o ano anterior, de acordo com informações da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), divulgadas ontem.
Na avaliação do presidente do Conselho Nacional da Abla, Paulo Gaba Junior, a demanda de empresas envolvidas, direta ou indiretamente, com obras de infraestrutura no Brasil vem colaborando para uma maior disseminação da cultura de locação de veículos no País. "São empresas que precisaram de veículos desde o ano passado, pois estão trabalhando na construção e reforma de estádios, de hotéis, de pavilhões de exposições, de vias públicas, trabalhando em novos restaurantes, em reformas das atrações turísticas, etc", afirmou por meio da assessoria de imprensa.
Os números, segundo ele, poderiam ser ainda melhores, caso as instituições financeiras tivessem permitido mais acesso a crédito às locadoras, o que traria reflexos na renovação da frota. "As locadoras permaneceram com os veículos, em média, por 18 meses, quando o ideal seria a troca do veículo após, no máximo, 14 meses", explicou.
A frota das 2.217 locadoras que atuam no País, chegou a 489.548 veículos, com um crescimento de um ano para o outro, praticamente igual ao do faturamento, de 9,89%.
No Paraná, a frota das locadoras, que era de 30.733 veículos em 2011, passou para 31.705 em 2012. Já o número de empresas subiu de 121 para 129 no período.
Luisa Kuriki Schultz gerencia uma destas locadoras, a Bras Car, que fica em Londrina. Ela confirma o cenário favorável para esse tipo de negócio e afirma que "é um ramo que ainda tem muito o que ser explorado". Com 120 carros, a locadora tem 80% da sua clientela formada por empresas que terceirizam sua frota, seja de forma permanente ou esporádica. "O restante são clientes que alugam por turismo ou outra necessidade. Nossa expectativa é, ainda em 2013, crescer de 20% a 30%", estima.
A renovação frequente da frota, segundo ela, tem sido um dos principais desafios, principalmente por conta das variações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que no ano passado dificultaram a venda de veículos seminovos. "Não podemos ter carros 'antigos' e não deixamos eles chegarem a dois anos de uso. Mas agora, isso (a venda de veículos seminovos) está começando a melhorar", afirma.
Essa é a aposta de Paulo Gaba Junior, que estima um crescimento do setor de 10% em 2013 e espera que as mudanças no IPI não ocorram nesse ano. "Não somos revendedores, porém também não somos colecionadores. Faz parte do negócio o momento de desmobilizar ativos e, nesse sentido, também é importante que as regras do jogo não mudem repentinamente, dificultando o planejamento das empresas", disse Gaba.


